Merliah O morro estava silencioso. Depois de horas de guerra, o cheiro da pólvora ainda pairava no ar. Lá fora, os becos ainda guardavam as marcas dos tiros, mas dentro do refúgio, o tempo parecia ter parado. Só o som baixo da respiração de Miguel quebrava o silêncio. Merliah entrou devagar no quarto. O peito doía só de olhar pra ele. Miguel estava pálido, os lábios cortados, uma faixa branca envolvia o abdômen e uma mancha avermelhada começava a aparecer no centro. Ela se aproximou com cuidado, carregando uma bacia com água morna, gaze e pomadas. O corpo dela tremia, mas as mãos tentavam se manter firmes. — Você devia estar descansando, — a voz de Jessie ecoou atrás dela. Merliah respirou fundo, sem olhar. — Eu não consigo. Enquanto ele estiver assim, eu não vou conseguir dormir,

