Miguel Horas depois, o jatinho particular de Miguel pousou com um estrondo seco no hangar do aeroporto particular. A chuva ainda caía fina, escorrendo pelo vidro da janela enquanto ele descia apressado, o rosto fechado, a veia do pescoço saltando de raiva e o olhar escuro tomado por fúria. Ele caminhava rápido, sem olhar pra ninguém. Um segurança tentou falar algo, mas ele nem respondeu — o passo firme, o corpo tenso e o punho fechado diziam tudo: ele ia pra guerra. No canto do hangar, o carro preto que sempre deixava ali o esperava, brilhando sob a luz fria do teto metálico. Miguel abriu o porta-malas, jogou a mala dentro e entrou, batendo a porta com força. O barulho ecoou, misturado ao rugido do motor quando ele girou a chave e acelerou. A cidade passava como um borrão pelas janela

