Merliah O celular tremia nas mãos de Merliah. Ela olhava pra tela, hesitando entre o medo e o desespero. O nome “Madrinha Nanda 💜” piscava no topo da lista de contatos. A garganta estava seca, o coração batia acelerado. Sabia que se Ricardo pegasse ela ligando pra alguém, o inferno ia recomeçar — mas o inferno já morava dentro dela. — Só preciso ouvir a voz dela… só isso… — sussurrou, apertando o botão de chamada. Do outro lado, o som de toque ecoava baixo, como se o tempo tivesse parado. Até que uma voz suave, familiar, atendeu: — Merliah? Filha, é você? — Madrinha… — a voz dela saiu embargada, tremendo. — Eu… eu não tô aguentando mais… Mas antes que pudesse continuar, uma sombra surgiu na porta. Ricardo. De terno, expressão fria, o olhar carregado de raiva contida. — O que

