Bravo Bravo saiu do quarto vestindo a bermuda preta e a camisa lisa, o cordão grosso no pescoço brilhando sob o sol que atravessava a janela. O rádio preso na cintura chiava, e ele já atendia um dos meninos da segurança enquanto passava o perfume. — Já tô indo pra boca, fica de olho na movimentação da entrada da comunidade. Qualquer coisa, me chama no rádio. Nanda apareceu na porta, apoiada no batente, com uma xícara de café na mão e um sorriso que só ela sabia dar. — Já vai, amor? — Já, rainha. O Corvo vai descer também. A gente tem umas contas pra fechar e uns papéis da cooperativa pra ver. — Tá certo. — ela respondeu, se aproximando pra ajeitar o colarinho dele. — Mas vê se come alguma coisa lá, viu? Não quero saber que ficou o dia inteiro sem almoçar. Ele riu, pegou a cintura d

