Bravo A semana tinha passado voando, e tudo parecia finalmente entrar nos eixos no morro. As viaturas que antes rondavam as vielas tinham sumido, e a paz — ainda que frágil — pairava sobre a Rocinha. Os turistas voltaram a aparecer, curiosos pra conhecer a comunidade. Até os gringos tavam de volta, rindo, tirando foto dos becos coloridos, comprando água de coco e se encantando com o batidão que ecoava de longe. Miguel tinha voltado pro posto, firme, cuidando da gerência do morro como o padrinho ensinara. Tudo em ordem. O dinheiro entrando como água, o movimento girando bonito. Era sexta-feira, fim de turno, e o clima no ar era de alívio. Bravo tava na sala da boca, revisando uns relatórios quando Miguel entrou. — Fala, afilhado. — Bravo levantou o olhar, ainda concentrado nas folhas

