Helena colocou suas roupas de treino, pegou seu telefone particular que tinha conseguido convencer ao marido de não rastrear por se tratar de seu contato com a normalidade de sua antiga vida. Mandou ele cuidar dos filhos. — Helena, vamos conversar, meu bibelô? — Não, Yanes. Não tem nada pra conversar. Eu não fui treinada pra ficar dentro de casa cuidando de criança. A partir de hoje, pare de me chamar de bibelô, porque eu não sou. Você destruiu qualquer delicadeza que tinha em minha vida. Cuidamos durante oito anos do seu cargo e eu nunca te fiz vergonha. Sabe que sou forte e decidida. Então acabou a licença maternidade. Estou muito fora de forma. Se continuar assim, vou ficar gorda e feia e você vai me trocar por duas de 15. — Pare com isso, Helena. Você quer é fugir pra tentar salvar

