capítulo 6

1063 Words
- Querido , vem cá. Encontrando meus olhos com os de Benjamin e pegando em uma de minhas mãos sentamos um de frente pro outro, e ele beijou os meus dedos. - Você parece tenso. Está tudo bem. - Sim, não se preocupe é que só agora percebi que ainda não fizemos o pedido oficial um pro outro. Fingindo não entender a situação Théo diz não compreender onde Benjamin está querendo chegar. - Ah, querido não finja - se de bobo sabe muito bem onde estou querendo chegar. Com as covinhas aparecendo não consegui me conter e deixando escapar um sorrisinho safado acabei cedendo aquele olhar manhoso e antes que qualquer pergunta fosse feita , respondo várias vezes como se fosse um disco arranhado. - Sim , sim, sim, mil vezes sim. Nos abraçamos e eu sentia como o mundo estivesse parado ao nosso redor e tinha certeza que Benjamin tinha a mesma sensação. Não era possível que somente um pudesse ter tantas emoções ao mesmo tempo se ele realmente me amava como dizia, o nosso amor e as nossas emoções tinham que ser exatamente iguais. Ainda sem roupas seguimos até o banheiro e feito duas crianças brincávamos feito bobos , bendo no seu bumbum, fazendo cócegas vivendo o momento e criando memórias. A pintura gasta , um chuveiro fuleiro e uma luz que m*l funcionava. Ambos nos perguntamos onde tínhamos se metido , mas antes que um dos dois fizesse a seguinte pergunta logo tomei a iniciativa de responder. - Foi você quem quis parar em um motel de beira estrada e eu como um perfeito namorado apenas aceitei o que você me pediu. Me olhando sem respostas tomamos banho e não deixamos de trocar carícias, beijos, abraços e com nossos corpos ensaboados deslizava meus dedos pelo seu abdômen e ele pelas minhas costas. E prestes a repetir mais uma dose de sexo nos demos conta do quanto tínhamos nos envolvido tanto a ponto de esquecermos tudo. - Meu Deus!!! Benjamin parecia assustado. - O que foi ? Respondi sem entender tamanha euforia. - Estamos a horas sem falar com nossas mães , elas devem estar uma pilha. - A essa altura deve ter mil chamadas perdidas da dona Sônia. - Olha só o nome da sogrinha é Sônia? Pensei se chamar Selma. - Não , amor. Talvez você não se lembre bem , mas nas poucas vezes que falamos sobres nossas mães sempre disse que o nome dela era esse. - Talvez, eu tenha entendido errado. Desculpe. Não apressamos no banho e voltamos ao quarto. Pegamos nossos celulares e vendo as várias chamadas perdidas tentamos retornar, mas não obtivemos resultados. Nos vestimos as pressas pagamos o motel e andamos até a moto , mas dessa vez ele quem tomou a partida e andando pelas estradas desertas imaginávamos como foi perfeito estarmos juntos. Mal podíamos esperar para nos ver de novo , morávamos a duas cidades um do outro e mesmo que não fosse tão longe ainda sim não era como tê-lo morando a esquinas da minha casa , ou a alguns minutos um do outro era o que tornava tudo mais gostoso porque a saudade , e a vontade de estar juntos nos deixava impacientes e particularmente me sentia inquieto . Aquela agonia dentro do meu peito louco para tocá-lo sentir os teus beijos pelo meu pescoço minhas mãos apertando seu bumbum, que chego a me contorcer na cama só de pensar. Aquele seu perfume gostoso me deixando alucinado, amar ele literalmente era o meu maior talento viver sem Benjamin era como não saber andar sozinho a respiração não era a mesma coisa porque com ele sabia como sentir o ar entrando dentro de mim com tamanha pureza. Talvez fode doença , Talvez fosse exagero ou uma piscopatia que estava tomando conta da minha cabeça , mas estava disposto a sentir aquilo e fazer dele a minha maior prioridade. Dizem que só se se ama uma vez e tinha convicta certeza, que era a mais verdade, não existe nada melhor no mundo do que sabermos que existe alguém que enfrentaria um exercito para ficar com a gente , que largaria tudo para correr atrás de um amor que muitos invejavam. Abraçando o travesseiro sentia como se ele ainda estivesse ali , como se o seu perfume estivesse impregnado em minha pele. - Eu te amo tanto. Digo em voz alta sem perceber que minha mãe estava na porta me olhando. Diferente do que pensei , ela parecia estar tranquila com a situação, imaginava que me daria sermão , iria gritar, mas não. Estava tranquila com um sorriso de ladinho olhando para mim com os olhos brilhando. - Desculpe, por ter sumido, mãe é que.. Não precisa se desculpar. Ela me interrompe. - Você é jovem e sempre fiquei me perguntando porque nunca fez nada parecido e agora que faz não será eu quem irá te julgar, querido. Respondendo de forma compressiva ela parece saber a razão de ter chegado no outro dia já que inventei uma desculpa esfarrapada para ela. Mamãe sabia que não tinha muitos amigos e os poucos que mantinha vínculo quase nunca estava com eles , exceto quando saíamos para fazer trabalhos da escola. Estava prestes a terminar o ensino médio e com a mente focada na grande e tão desejada profissão imaginava , que com todo o esforço que ela via poderia odiar o fato de ter chegado no outro dia em casa cansado , pronto para dormir e perder um dia aula. - Descanse, mas lembre - se que está prestes a terminar o último semestre e ano que vem você estará na faculdade , na maior fase da sua vida Onde será preciso muito foco para que realize seu grande sonho. Mamãe sempre foi perfeita, a compressão o amor e o respeito que tinha comigo sempre me fez perceber o quanto era diferente dos outros, nunca contei para ela que me conhecia como gay, embora, as mães saibam de tudo e tenho certeza que ela sabia. Quando ficava horas de frente ao computador conversando com alguém mas sempre compressiva e paciente , ela me dava o libre arbítrio de ser quem eu quisesse. - Tenho certeza que teve uma noite cheia e pela sua cara. Sorrindo , mamãe aperta minhas bochechas e finalizando me faz entender o quanto estava feliz em saber que tinha alguém.
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