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1318 Words
O nome da cidade onde está Antonella é totalmente Fictcia. Capítulo 75 Nolasco narrando Quatro meses se passaram e eu guardava o colar que encontrei no quarto de Antonella, com a inicial do seu nome. Era um colar bonito e eu guardava dentro da gaveta, onde sei que Carina dificilmente iria mexer. Eu tinha voltaod somente para o comando da Facção, estava todos esses meses fazendo novas parcerias e rotas para a entrada das drogas. — Que cidade é essa? – Ryan pergunta quando ver o mapa. — Caió – eu falo – fica no interior do Pará, uma terra sem lei, entra e sai caminhões das balsas e não tem policiamento. Nem chega ser uma cidade. — Os caminhões vão passar por lá? – ele pergunta — As vezes o rio dar cheia – eu falo para ele – pode ser que isso aconteça, demore , dois, três dias para os caminhões sair de lá, mas é muito melhor do que enviar pelas estradas convencionais, a gente economiza bastante. — E o tempo? — Economizamos tempo se o rio não tiver cheio, não vamos ter problemas. Precisamos que a d***a chegue rápido por aqui, precisamos fazer a distribuição, pegar a confiança novamente dos nossos irmãos. Essa história com Toco e ele ser meu padrinho me fez perder credibilidade com ele. — Não precisamos só de drogas, precisamos de armas. — As armas também vão passar por lá. Já tem caminhões na rota – ele me encara. — Eu vou dar o aviso a eles, eles estão me cobrando que nem loucos. — Eles falaram algo de Antonella? – Ryan me encara. — Somente de Toco – ele fala – ele foi visto indo para o interior de Minas, tem vapores atrás dele, tentando encontrar ele, estava acompanhado. — E Antonella? – eu pergunto para ele. — Nem sinal dela – ele fala – teve um corpo que foi encontrado submerso em um rio perto de onde Toco foi visto, mas não tinha mais como identificar, além dos cabelos loiros, mas não podemos afirmar que ela era , se Toco a mataria. — Vai lá resolver isso com os nosso irmãos – eu falo para ele – vou resolver o transmite da carga o mais rápido possível. — Pode deixar – ele fala e eu chamo ele. — Ah esqueci de te falar. — O que? – ele pergunta — Quem vai fazer esse trabalho todo é Rodrigo – eu falo para ele – de levar e trazer a carga. — Rodrigo – ele fala – estava sumido. — Estava lá com o pai de Carina no Paraguay, mas acho que vai ser de boa mão para nós. — Acredito que sim – Ryan fala. — Espero , ele é meu cunhado, tem que nos ajudar. Ryan sai e Carina entra, ela me encara e tinha o ultrassom na mão. — É mais uma menina – ela fala e eu a encaro. Meu casamento com Carina sempre foi conturbado, mas a gente era casados, a gente se envolvia normalmente, não era atoa que a gente tinha três filhos juntos. — Outra menina – eu falo abrindo um sorriso para ela e ela me encara. — Acho que de menino vamos ficar somente com um – ela fala passando a mão na barriga. — Talvez a minha vida seja ser pai de menina mesmo, por isso estou dobrando minha carga de armas. — Eu mandei fazer o quartinho – ela fala – a moça do projeto deve vir essa semana. — Ok – eu respondo. – Quero que ela tenha tudo que tem direito. A gente tinha se mudado para um condomínio fechado na barra da Tijuca, uma casa enorme com tudo que tinha direito, segurança para os meus filhos e confortos. Eu queria que eles tivessem o melhor, eles não tem culpa de quem eu era e a vida que eu levava. Capítulo 76 Antonella narrando Eu me olho no espelho e minha barriga não aparecia ainda, eu era magra, sempre fui magra, mas meus s***s estão um pouco maiores, mas era a única diferença que tinha em meu corpo. Me arrependi amargamente de ter quebrado aquele cartão, mas eu tinha medo se em algum momento rastreasse ele e me pegasse aqui. Lá tinha dinheiro, mas não o suficiente para uma vida confortável, no máximo do máximo para me manter por alguns meses. Eu não tinha medo do trabalho, porém aqui que sempre é uma seca h******l, estava chovendo de mais, muita chuva e o rio transbordando, a gente passava o dia inteiro tirando água de dentro desse bordel dos infernos e não tinha caminhoneiro nenhum passando por aqui, estamos sem cliente e a grana automaticamente acabando, a comida está acabando porque quem faz o transmite dela para cá são os caminhoneiros, aqui não tem mercado. Estava passando há pão e água, três vezes no dia, eu estava passando m*l de tanta fome, o colchão que dormia em cima de um paletes no chão de barro porque as camas eram apenas para os encontros com clientes, estava molhado por causa da chuva. Eu resolvo ir até a casa da minha mãe, o portão está aberto e eu entro para dentro da casa dela, encontro ela na mesa almoçando com um menino que deveria ter uns 10,12 anos que era um irmão mais novo que eu tinha. — O que faz aqui? – ela pergunta e eu a encaro. — Estamos sem comida lá – eu falo para ela — E você acha que vai comer na minha casa? – ela pergunta – vai embora Antonella, você tem sorte que eu não falo dessa – ela me olha. — Eu vim pedir sua ajuda, a senhora é minha mãe – ela me encara – eu não tenho ninguém. — Vai embora – ela se levanta nervosa – vai embora daqui sua p**a barata. Eu olho para ela e olho para o menino sentado, eu resolvo não discutir e saio da sua casa, a sua casa era na beira do rio também, eu saio andando pela margem, até encontrar umas árvores, começo a procurar por algo para comer, porque estava passando muito m*l, meu estomago estava bem vazio e eu estava de quase seis meses e sentia o nenê se remexer dentro de mim, por mais que não tivesse barriga, ele deveria ser tão pequeno. Eu vejo um caminhão estacionado um pouco distante, tinha um homem com um chapéu branco sentado, ele mexia em um celular, levanta a cabeça e me encara, ele tinha algo cozinhado em um pequeno fogão acoplado do caminhão. Eu fecho os olhos e respiro fundo, deixando uma lagrima cair. Eu ando até ele e ele me encara. — Boa tarde – ele fala me olhando sorrindo – moça bonita – ele fala enrolado, não parecia ser Brasileiro. — Você não quer trocar um prato de comida por um programa? – eu pergunto para ele – o tempo que você quiser. – ele me encara estreitando os olhos e depois encara a panela em cima do fogão. — Você quer comida? – ele pergunta — Sim – eu respondo Na mesma hora ele se levanta e puxa uma outra cadeira e abre para que eu me sente, eu me sento na cadeira e ele pega um prato e me serve, me entregando uma colher. Eu pego aquele prato de comida e começo a comer com muito gosto, era a melhor comida que eu já tinha comido nos ultimso quatro meses, eu paro de comer e encaro ele que me encarava, ele me entrega uma garrafa de água, eu pego a garrafa de água e vejo que ela estava lacrada, aqui a água era fervida, era h******l, a gente pegava do rio, eu tomo aquela água. — Há quanto tempo você não come e nem toma água? – ele pergunta e eu encaro ele sentindo vergonha enorme.
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