Você será papai

1172 Words
                                                                         JIMIN Há alguns dias eu não vinha me sentindo bem. Há exatas duas semanas, estou sentindo muito enjoo e tonturas. Fui ao médico e fiz vários exames, meu noivo, Kihyun ficou bastante preocupado comigo, mas não pode fazer muita coisa, porque estava em uma viagem de negócios no Japão. O resultado dos exames veio no mesmo dia, e foi trabalho do doutor Kim me explicar o que estava acontecendo comigo, e me acalmar, depois do meu surto logo após o resultado. Estou grávido de 4 semanas, Kihyun ainda não sabe, deixei para contar quando ele retornasse, em dois dias. Minha mãe, que mora em Busan, surtou quando soube, e se ela pudesse me bater por ligação, teria batido, mas depois de muita reclamação e gritos, ela começou a chorar de felicidade com a realidade de que logo, logo seria vovó. Pedi para que não contasse nada para a família ainda, queria primeiro contar a Kihyun. Decidi fazer uma surpresa. Comprei uma roupinha de bebê, com o nome papai bem grande na frente, e coloquei em uma caixinha vermelha, em cima da cama. Quando Kihyun chegou a nosso apartamento, o recebi com um abraço cheio de saudade e um beijo gostoso. — Senti sua falta. — ele disse rindo, deixando a mala de lado, e me abraçando de volta. — Como você está? Melhorou? Assenti ainda abraçado nele, sentindo uma necessidade absurda de carinho. — Vou tomar um banho, e pedimos algo para comer em seguida, ok? Ele me deu um beijo na testa, e seguiu para o quarto. O segui, louco para ver qual seria a sua reação. Possivelmente choraria. Nós nunca conversamos a respeito de termos um filho, mas acho que a ideia não parece nada r**m. Acho que ele ficará feliz. Assim que entrou no quarto, parei na porta, o observando. Ele olhou para a caixa, e olhou para trás, sorrindo. — O que é isso? — segurou a caixa nas mãos. — Abre. — Cheguei mais perto, sentindo minhas mãos tremerem em antecipação. Estava muito nervoso. — É alguma peça de renda? Você sabe como eu amo ver você com elas né? — me beijou e sorri, negando. — Abre logo seu safado. — ele me olhou uma última vez, e abriu a caixa. No primeiro momento a reação dele foi neutra. Ele olhou para dentro da caixa, parado, por muitos segundos e me olhou sério. Depois sentou na cama, retirou a roupinha de dentro dela, e colocou na cama. Eu estava tremendo demais, me aproximei tentando tocá-lo, mas ele levantou rápido e se afastou. — O que é isso? — perguntou de costas para mim, eu estava sorrindo, mas meu sorriso morreu no mesmo segundo. — Jimin, o que é isso? O olhei assustado. Tentei o tocar novamente, mas ele segurou minhas mãos. — Jimin... Nós não podemos. Me afastei. Ele me olhou sério novamente. — E-Eu pensei q-que nós... — Não, Jimin, nós não podemos. Eu... não posso. — Kihyun calma, eu- — Não! — E o que quer que eu faça? Kihyun, eu estou grávido. Estou com quatro semanas, amor. — Quatro semanas? Mas como eu pude me descuidar assim... merda. Jimin eu vou arrumar um jeito ok? Não vou deixar esse... essa coisa mudar tudo. — Essa coisa? — senti meus olhos se encherem de lágrimas. — essa coisa é nosso filho! — Não, não pode. E-Eu conheço um ótimo médico que... que consegue arrumar isso. Nós- — Eu não estou acreditando que está falando isso Kihyun. — o interrompi sentindo minhas mãos trêmulas — Eu estou! — começou a retirar as roupas para tomar banho. — Nós não podemos deixar isso acontecer. Amanhã mesmo nós iremos ao médico e resolveremos. — Eu não irei a lugar algum. É meu filho. — Eu não quero essa criança, Park! — falou mais alto, me dando um leve susto pelo tom de voz. — Mas eu quero, Hyun! O corpo é meu, e nem você, nem médico algum irá tocar nessa criança! — gritei, estava tremendo muito, o que possivelmente não faria bem para o bebê. Ele me olhou e sorriu de um modo completamente desconhecido por mim, vindo até onde eu estava e parando de frente. — E como você irá criar essa criança sozinho? Esqueceu que você vive todo esse luxo graças a mim? Se quer que isso continue, será assim. Será assim até o fim. As lágrimas começaram a descer pelo meu rosto. O homem no qual eu amo, e que estava pronto para formar uma família, estava me humilhando? — Eu sou um artista e consigo viver com meus quadros. — disse em meio às lágrimas. Ele riu negando. Meu sofrimento parecia o animar. — Pare com esse choro, e eu já disse, eu não quero essa criança Jimin. Está decidido. — Eu não irei tirar! — gritei — Então terá que me esquecer! — o olhei sem acreditar nas palavras. — ou fica comigo enquanto der, ou com esse... com esse bebê e sozinho no mundo. Me levantei sentindo as lágrimas molharem todo meu rosto e parte do meu pescoço de forma desesperada e fui até o closet para buscar minha mala. — Irá mesmo fazer isso? — Kihyun perguntou. Ele estava bem atrás de mim. Abri a mala e coloquei em cima da cama. Voltando para o closet para buscar minhas roupas. — Jimin, olha o que você está fazendo! Irá mesmo estragar tudo, por causa de algo tão pequeno? Eu te amo, podemos viver bem pelo tempo que temos, só nós dois. — Você quem está estragando tudo! Você só pensa em você! — Gritei jogando as roupas dentro da mala e olhei-o — Esse era para ser um momento lindo Kihyun. Sabe quantas vezes eu chorei em dois dias? Eu imaginei a sua melhor reação! Eu pensei que me amava, e que todas às vezes que disse que eu era a única família ao seu lado, fosse real! Mas não, para você eu sou apenas o namoradinho relaxado que vive do luxo que você proporciona. — Eu não quis dizer isso, Minnie. Eu- Passei as mãos pelo meu rosto, enxugando as lágrimas e olhando-o nos olhos. — Eu tenho uma carreira também, pode não ser grande como a sua, mas é o meu orgulho. Eu estou indo, porque amo o meu filho. Eu o descobri a dois dias, mas já o amo muito e não desistirei de algo que quero por causa de você! — Você está sendo t**o. — Eu estou fazendo a coisa certa. Eu pensei que amava um homem, mas amo um covarde. Eu não fiz essa criança sozinho, Kihyun, mas irei cuidar dela, dessa forma. — Jimin, por favor. — ele segurou meu braço quando fechei a mala, e a coloquei no chão, calçando meus sapatos em seguida. — Eu venho buscar o resto das minhas coisas depois. — Avisei antes de sair. Estava chorando, deixando-o para trás e seguindo com apenas minhas roupas, e o meu bebê. Tudo o que agora eu tinha.
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