âAneliese Moore â Eu nĂŁo sabia o que responder. Porque, de alguma forma, eu entendia o que ele sentia. Entendia a solidĂŁo, o medo, o desejo que se disfarça de controle. Mas, ainda assim, uma parte de mim gritava em silĂȘncio, perguntando como aquilo poderia ser real. â Por que nunca chegou pra me falar nada? â perguntei, a voz quase por um fio. Ele respira fundo. O ar entre nĂłs parece se partir em dois. â Porque eu tive medo... â diz, enfim. Seus olhos me encontram, e hĂĄ neles mais do que eu poderia decifrar em mil vidas. â Aneliese, eu nĂŁo sou o homem certo pra vocĂȘ. â ele continua, e sua voz soa quebrada, honesta demais pra ser confortĂĄvel. â Eu sou alguĂ©m cheio de rachaduras, de fantasmas. AlguĂ©m que ainda tenta colar os cacos de um passado que insiste em sangrar. Tenho insegura

