đŸ„€Capitulo 62 đŸ„€

1857 Words

●Aneliese Moore ● Eu nĂŁo sabia o que responder. Porque, de alguma forma, eu entendia o que ele sentia. Entendia a solidĂŁo, o medo, o desejo que se disfarça de controle. Mas, ainda assim, uma parte de mim gritava em silĂȘncio, perguntando como aquilo poderia ser real. — Por que nunca chegou pra me falar nada? — perguntei, a voz quase por um fio. Ele respira fundo. O ar entre nĂłs parece se partir em dois. — Porque eu tive medo... — diz, enfim. Seus olhos me encontram, e hĂĄ neles mais do que eu poderia decifrar em mil vidas. — Aneliese, eu nĂŁo sou o homem certo pra vocĂȘ. — ele continua, e sua voz soa quebrada, honesta demais pra ser confortĂĄvel. — Eu sou alguĂ©m cheio de rachaduras, de fantasmas. AlguĂ©m que ainda tenta colar os cacos de um passado que insiste em sangrar. Tenho insegura

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