âAneliese Moore â Estamos parados dentro do carro de Alexander, a algumas quadras da casa dos meus pais. O motor desligado, o ar preso entre nĂłs e a tensĂŁo pairando no ar como se fosse uma terceira presença ali dentro. Eu tento, com toda a minha pouca habilidade para improviso, explicar o plano que surgiu de Ășltima hora - um plano que, convenhamos, nem deveria ser chamado de plano, mas sim de desespero criativo de sobrevivĂȘncia familiar. Porque Ă© claro que eu nĂŁo pensei em nada disso quando o convidei. Na minha cabeça, tudo seria simples: fingir que estĂĄvamos juntos hĂĄ, digamos, um mĂȘs ou dois, sĂł o suficiente para afastar as perguntas, as piadinhas, as intervençÔes emocionais disfarçadas de amor familiar. Mas agora, encarando aquele homem perfeitamente tranquilo ao meu lado, percebo

