â—Ź Aneliese Moore â—Ź Eu reviro os olhos e me levanto do sofá, indo atĂ© a cozinha para pegar mais suco, mais para me ocupar do que por sede. — Emy, vocĂŞ já parou para pensar que, talvez, eu nĂŁo queira um encontro? Que talvez eu esteja perfeitamente feliz com minha vida do jeito que está? — Eu me viro para encará-la, apoiando as mĂŁos no balcĂŁo. — SĂ©rio, por que Ă© tĂŁo difĂcil para vocĂŞ e a mamĂŁe aceitarem que eu nĂŁo quero o mesmo que vocĂŞs? Ela abre a boca para responder, mas hesita, e por um momento, vejo algo diferente em seus olhos. NĂŁo Ă© sĂł a teimosia de sempre — Ă© preocupação, talvez atĂ© medo. Medo de que eu esteja me isolando, de que eu esteja "desperdiçando" minha vida. E, por mais que isso me irrite, uma pequena parte de mim entende. Ela sĂł quer o melhor para mim. O problema Ă© que

