â Narradora â Os imensos portĂ”es de ferro da mansĂŁo dos Blake se abriram com um rangido suave assim que o carro de Aneliese se aproximou, como se a prĂłpria casa soubesse que ela estava chegando. E, de certa forma, sabia. Enquanto manobrava para estacionar em frente Ă entrada principal, Aneliese nĂŁo percebeu o par de olhos que a observava de uma das amplas janelas do segundo andar. No silĂȘncio de seu escritĂłrio, Alexander Blake, vestido com uma camisa polo cinza e calças escuras, segurava um copo de uĂsque, o lĂquido Ăąmbar refletindo a luz suave da tarde. Seus olhos acompanhavam cada movimento de Aneliese com uma atenção quase reverente, como se ela fosse uma pintura viva, ganhando novas camadas de beleza a cada instante. Ele sorriu para si mesmo, quase incrĂ©dulo, pensando se era possĂvel

