Isabella Mendes A casa de José Tito ficava em um beco sem saída, embaixo de um amontoado de outras casas. Era simples, uma casinha de três cômodos, pequena e limpa. Eu estava sentada em um sofá marrom, as pernas cruzadas e as mãos suando. Me perguntava o que raios eu estava fazendo ali, como se não fosse tão óbvio. Nossa pegação no bar já estava ficando vergonhosa, então ele me convidou para conhecer sua casa. E ali estava eu, conhecendo sua casa. E havia outras quinhentas intenções por trás daquele convite, e eu não era boba, sabia quais eram. — Quer comer algo? — Ele perguntou, me entregava um copo de suco de uva. — Não, obrigada. — Dei um sorriso e tomei um gole do suco, meu corpo agradeceu o líquido gelado. — Está bem quente, né? — Comentou, ainda parado na minha frente. — Muito

