Primeiro dia no trabalho

2207 Words
Cap 3 Na manhã seguinte, acordo bem cedo e já estou arrumada para o meu primeiro dia. Estou tomando café da manhã, quando meu telefone toca. Vejo que é minha mãe e atendo. - Oi minha querida. -Oi mãe. - Como você está? -Estou bem e o papai? -Estou aqui querida, estamos com saudade. -Escuto ele gritar na linha. -Estamos com saudade, porém tão orgulhosos de você. Hoje é seu primeiro dia e sei que você vai se sair muito bem. -Obrigada, também estou com saudade. Mas prometo ir visitar vocês sempre que dê. - Tudo bem, eu sei. -Preciso desligar agora, amo vocês. -Te amamos, bom trabalho. -Os dois gritam na linha antes de desligarem. Assim que desligo, vejo Miguel ele está apenas de toalha com seu abdômen definido e perfeitos. Ele me ver e sorrir. - Bom Dia! - Ele diz ainda sorrindo. - Você sempre anda assim pela casa? -Digo incomodada. -Te incomoda? -Ele se aproxima ao perguntar. -Talvez. -Digo tomando meu suco e desviando o olhar. - Eu estou em casa e gosto de me sentir a vontade. -Ele diz sentando ao meu lado. -Vejo que terei que me acostumar com isso. -Parece que sim. - Ele pisca ao dizer. - Só tenta não babar muito. -O que? -Sinto meu rosto esquentar. - Eu… não.. Estou atrasada tenho que ir. - Falo pegando minhas coisas e estou preste a sair quando ele me para. -Calma, Seu escritório é caminho do meu. Eu te dou uma carona. -Não precisa, posso pegar o metrô… -Perai, eu não te falei onde trabalho. -Digo perdida. -Jenny me contou que você veio trabalhar na V&M Arquitetos. -Imagino que ela tenha resumido a minha história. -Ela gosta bastante de você, até fui ameaçado de morte. -Ele sorri ao dizer. -Imagino que sim, mas eu estou bem. Vai ser rápido de metrô. -Ayla estou dizendo que é caminho, eu só vou trocar te roupa e saimos. -Ok, se você insisti. Miguel se arruma bem rápido, é estranho vê de terno. Lhe dá uma aparência de sério, e o deixa ainda mais charmoso. -O que foi? -Ele pergunta percebendo que eu o observo. -Nada, podemos ir. -Disfarço. Ele pega sua pasta e caminhamos em direção ao estacionamento do prédio. -Eu não vou subir nisso. -Digo recusando o capacete que ele me entrega. -Se você não quiser se atrasar vai. -Ele diz sorrindo. -Você sabe que não estou atrasada né? -Talvez você tenha razão, mas vai ser legal. -Legal? -É só uma moto Ayla. -Eu sei o que é, mas eu nunca andei nisso. -Digo apontando. -Você está brincando né? -Ele guargalha. -É sério. -Digo irritada. -Vou ficar com minha primeira opcão, mas obrigada pela gentileza. -Digo andando. -Sophia espera. -Ele grita. Eu o ignoro e continuo andando. -Desculpa, eu achei que estivesse brincando. -Ele diz ao me alcançar. -Tudo bem, mas eu preciso ir agora. -Ei. -Ele diz segurando minha mão. -Não é complicado, e eu vou com cuidado. Confia em mim? -Tudo bem, como eu.. -Digo meio perdida. -É só sentar atrás de mim e segurar firme. -Ele diz me entregando o capacete. Eu faço exatamente o que ele falou, e seguro seu ombro, ele sorri e coloca minha mão em torno de sua cintura. -Assim é melhor, pode apertar bem. -Ok. -Digo sem jeito. -Podemos ir? -Sim, vai com calma. -Vou tentar. -Ele brinca. -Engracadinho. -Digo sorrindo. Não demora muito a chegar em meu trabalho, ao descer da moto me ajeito um pouco. -Está linda. -Ele brinca. -Obrigada pela carona. -Digo ignorando seu comentário. -Viu entreguei interinha, e não foi muito assustador. -Até que é bem legal, mas ainda prefiro carro. -Brinco. -Quem sabe na próxima. -Ele pisca e vai embora. O observo partir sorrindo, e digo a mim mesma (-O que você está fazendo Ayla?) Saio de meus pensamentos e sigo para o trabalho. -Bom Dia! -Digo ao chegar na recepção. -Bom Dia! -A recepcionista me responde educadamente. -Me chamo Ayla Andrade. -Ah sim, senhora Andrade. O senhor Victor está te esperando na sala dele, me acompanhe. -Claro, obrigada. -Ah, como você deve ter visto. -Ela aponta para seu crachá. -Me chamo Marisa, é um prazer. -Igualmente. Marisa me deixa sala e segue para recepção. -Olá senhorita Andrade, é um prazer vê-la novamente. -Igualmente senhor Victor. -Pode me chamar apenas de Victor, afinal não somos estranhos. -Ele sorrir ao dizer. -Achei que minha mãe nunca fosse te liberar. -Eu tinha que ajuda-la com alguns projetos de minha cidade, e sou muito grata a ela pela nova oportunidade na V&M Arquitetos. -Você é uma mulher muito talentosa, nós que somos sortudos em tê-la conosco. -Obrigada. -Eu sei que vai. -Ele sorri ao dizer. -Com licença. -Sua assistente diz após bater na porta. -A sala da senhora Andrade já está pronta. -Obrigada Fernanda, pode deixar que acompanho Ayla. A sala é bem ao lado, a decoração é bem moderna, além de espaçosa um pouco exagerada. -Gostou da sala? -Um pouco extravagante. -Bem sincera. -Ele diz sorrindo. -Isso que gosto em você. -Ele diz se aproximando. -Esses são o projeto do hotel dos Willians? -Digo me afastando. -Sim, pedi para Fernanda lhe deixar por dentro de todos nossos trabalhos. -Então vou começar por ele. -Digo revisando os documentos. -Não vou te atrapalhar mais. -Ele diz deixando a sala. Meu primeiro dia de trabalho é longo, reviso todos os projetos feitos pela V&M, estou concentrada quando meu telefone toca. -Briana? -Digo ao ver seu nome na tela. Conheci Briana fazendo alguns projetos em minha cidade, ela é uma de muitas engenharias que fiz amizade. -Estava pesando quando você ia me ligar. -Ele diz fazendo drama. -Não seja dramática, nós falamos não tem nem uma semana. Como está no Rio? -Liguei exatamente por isso, minhas obras encerram antes do tempo. Estarei em São Paulo ainda hoje. -Olha ela entregando projetos com agilidade. -Aqui é Briana, não é bagunça. -Ela guargalha na linha. -Que tal um rolé hoje? -Você sabe que não sou muito de sair. -Não me faça te arrastar de novo. -Amiga você não acha melhor descansar. -Você me conhece e faz tanto tempo que não nos vemos. -Tudo bem, me passa o endereço depois. -Ai, achei que ia ter que te arrastar. -Não me faça me arrepender. -Ok, te vejo mais tarde. -Ela diz encerrando a chamada. No almoço peço algo por um aplicativo, e continuo a trabalhar. -Você não para? -Victor diz ao entrar em minha sala. -Estou tentando ficar por dentro de tudo. -Digo sem tirar os olhos dos papeis. -Então, está na horário de almoço. Quer sair para comer algo junto? -Na verdade… -Senhora Andrade seu almoço chegou. -Fernanda diz ao entrar na sala. -Você devia bater na porta antes de entrar. -Victor diz irritado. -Não tudo bem, eu disse a ela para me avisar assim que chegasse. -Pisco discretamente par Fernanda. -Obrigada Fernanda. -Digo sorrindo. -Quem sabe uma próxima. -Quem sabe, se você me dá licença. Tenho muito trabalho para fazer. O restaurante é realmente agradável como Briana informou. Luiza é igual Fernanda muito simpática. Nós conversamos e nos distraimos bastante. -A senhora é muito simpática, completamente diferente do que imaginávamos. -Luiza diz sorrindo. -Luiza! -Fernanda a repreende. -Mais é verdade, achei que ela fosse ser metida por ter trabalhado com a senhora Joana, além de velha. Mas você é bem jovem e bonita e muito simpática. -Obrigada. -Digo sorrindo. -Sim, Sophia é demais. Nos demos bem de cara. Ela apesar de jovem é uma arquiteta brilhante. -Digo o mesmo de você. -O senhor Victor parecia muito feliz com sua vinda. -Ela continua. -Imagino que sim, eu já falei para Sophia que ele é afim dela. -Briana diz sorrindo. -Isso não é verdade, ele só é simpático. E eu já te falei que ele não faz meu tipo. -Mas ele é o tipo de todas. -Luiza brinca. -Sim, ele é um gato. Apesar de casada admito isso. -Briana sorri. -Tenho que concordar com as meninas Sophia. -Fernanda diz levantando a mão em rendição. -E Olha que ela é noiva. -Briana brinca. -Vocês são demais. -Digo gargalho. -Eu não estou dizendo que ele é f**o, mas eu o conheço e a fama dele não é muito boa. Prefiro um relacionamento estritamente profissional. -Com fama e sem fama eu adoraria ser mais uma da lista dele. -Briana brinca. -Eu conheço seu marido. -Zombo. -Você sabe que estou brincando, mas você é jovem tem mais é que aproveitar. -Você só é 7 anos mais velha, também é jovem. -Não como antes, mas aceito o elogio. A conversa segue até a hora de voltarmos, me dou super bem com as meninas e fico feliz de ter feito novas amizades. Quando volto ao meu escritório continuo a revisar projetos. Estou concentrada no trabalho quando meu telefone toca. Vejo que é um número que desconheço. -Alô. -Oi, é o Miguel. - Como você… -A Jennyffer me deu, eu queria saber como está sendo seu primeiro dia. -Cheio, estou revisando alguns projetos. -Você vai se sair bem. - Obrigada, está no trabalho? -Sim, estava pensando se está afim de almoçar comigo. Já que não conhece muito a cidade, tem um restaurante otimo próximo ao seu prédio. -Miguel você sabe que já passou das duas? -Você está certa, achei que fosse meio dia. Nossa estou atolado de trabalho desde que cheguei. -Imagino, você nem almoçou. -Tem dias que nem almoço. -Você sabe que isso não é bom para você. -É eu sei, mas já que você provavelmente já almoçou. Vou terminar umas campanhas que estão atrasadas. -Você devia parar e pedir alguma coisa para você comer. -Daria o que é isso? Eu pedi os projetos do perfume francês. Eu preciso revisa-lo hoje. -Miguel? -Oi, desculpa. Tenho muita coisa para fazer. -Sério nem percebi, não sei como ia almoçar comigo desse jeito. -Eu perdi noção do tempo, mas ia. -Ele rir na linha. -Estou preocupada com você. -Porque? -Pede algo para comer, tá bom? -Claro. -Já que tem meu número, quero foto da comida como garantia. -Você está brincando? -Ele pergunta sorrindo. -Não, não estou. -Sim senhora. -Tenho que desligar, te vejo mais tarde. -Antes que eu desligue ele diz. -Eu pensei em te pegar no trabalho. -Ele tão rápido, antes que eu desligue. - Eu não quero incomodar e eu posso pegar um uber. - Não, tudo bem. Eu peguei meu carro hoje, posso te buscar. Não vai ser de moto como mais cedo. -Tudo bem, então te espero às cinco. -Cinco, ok. Vou correr para terminar a tempo. Bom Trabalho. -Para você também. Desligo e volto a trabalho. Uma hora depois Miguel me manda uma foto de seu prato. O que me faz sorrir, eu respondo com um emoji e volto ao trabalho. Logo meu expediente chega ao fim. Arrumo minha coisa e decido o esperar na recepção. -Esperando namorado? -Briana brinca. -Estou esperando… -Antes que eu responda Miguel chega. -Fui bem pontual. -Ele brinca. -Nossa! -Briana diz olhando Miguel de cima a baixo. -Amiga mandou bem, quem precisa de Victor com isso em casa. -Ela sussura. -Ele não… -Tento explicar e Victor chega. -Adorei os seus planos para o projeto você é demais. Não fizemos m*l, quando contratamos você. -Ele diz levando a mão ao meu ombro. -Obrigada. -Digo sem jeito e me afastando. -Não tivemos muito tempo de conversar, quer tomar algo, um café? Ainda está cedo. -Ele continua. -Hoje não posso, quem sabe outro dia. -Digo olhando para Miguel, que parece irritado. -Desculpa, eu não sabia que… -Ele diz sem jeito. -Eu sou Victor chefe da Sophia. -Ele diz estendendo a mão. -Sei bem quem você é. -Miguel diz sério, mas não aperta mão de Victor. -Vamos deixar o casal. -Briana diz para Victor que parece perdido. -Você tem razão, foi bom te conhecer namorado da Sophia. -Victor diz me olhando e forçando um sorriso. -Te vejo amanhã, vamos deixar o café para a próxima. Miguel vai o caminho todo em silêncio, quando chegamos em casa ele segue para seu quarto. Após tomar um banho, decido fazer o jantar, Miguel ainda não saiu de seu quarto. Decido bater na porta e quando entro ele está sentado no chão com diversos papeis de trabalho. -Achei que tivesse conseguido terminar. -Digo o observando. -Preciso terminar eles para amanhã. -Ele diz sem tirar os olhos dos papeis. -Pode pelo menos dá uma pausa para o jantar? -Tudo bem. -Ele diz se levantando. Na mesa ele come em silêncio, depois do ocorrido no trabalho ele parece um pouco chateado. -Você está bem? -Decido perguntar. -Sim, só um pouco cansado. -Você devia descansar um pouco, fazer uma pausa. -Eu não posso preciso revisar tudo aquilo para amanhã. -Ele diz um pouco irritado. -Eu entendo, mais se eu puder ajudar em algo. -Não me leve a m*l, mas a minha profissão e a sua não casam. -Não concordo muito com você, eu vendo projetos, plantas e etc. Você vende ideias e Slogan, é quase igual. Não acha? -Talvez. -Ele ri. -Me explica o que precisa fazer e eu te ajudo, eu aprendo rápido. -Mesmo? -Sim, vamos. -Digo indo em direção a pilha de papeis. Miguel é bem paciente, ele me explica sobre cada trabalho e eu o ajudo até não aguentar mais e cair no sono. .
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