Elisa narrando Saí da futura loja sentindo uma felicidade que fazia tempo que não experimentava. Pela primeira vez desde a noite do baile, minha cabeça estava ocupada por outra coisa que não fosse a humilhação. Agora existia um sonho. Um sonho de verdade. Enquanto caminhávamos pelas vielas do Salgueiro, Mila não parava de falar. — Miga, já pensei até na inauguração. Olhei para ela rindo. — Tu nem sabe se a gente vai conseguir montar tudo. — Claro que vai. Ela gesticulava como sempre fazia quando estava animada. — A gente vai pintar aquela fachada de branco. Colocar uma placa bonita precisamos escolher o nome pra ontem . Depois faz uma promoção de inauguração. "Na compra de uma peça, ganha um abraço da dona." Caí na risada tá maluca. — Tu quer espantar os clientes. — Ah, en

