Capítulo 5 - Yohan Park

1415 Words
Tenho mais uma reunião com o chefe e alguns ricaços, agora eu tenho uma vida bem mais confortável do que já tive um dia. Alguém como eu que saiu da sarjeta devia estar agradecido de agora ter uma vida tão boa. Mas não consigo gostar dessa puxação de saco, fazer o que, o chefe exigiu minha presença. Devo tudo ao senhor Oda, se não fosse pela gangue teria passado fome pelas ruas de Chinatown, me esforcei muito e subi na hierarquia da gangue. Por isso hoje sou o braço direito do senhor Oda, e mesmo não gostando dessa vida de escritório, sou o único que ele confia para ajudar a administrar nossos negócios de fachada. Pelo menos essa reunião acabou, posso ir para casa. Paro no balcão da boate pedindo uma bebida, enquanto espero ouço dois caras conversando. O motivo está logo à frente, uma garota de longos cabelos ruivos, ela é miudinha, parece um gatinho encolhido de frio. Precisou apenas um olhar para perceber que ela não devia estar aqui, dava para ver que era uma menina rica, e essa boate não tinha uma reputação muito boa. Como ela veio parar aqui? Isso não é problema meu, vou apenas tomar minha bebida e ir embora. — Se colocarmos isso na bebida dela, vai apagar por horas e vamos poder nos divertir.— Um fala para o outro.— Cara, ela é a maior delícia, vamos aproveitar a noite. O barman me entrega minha bebida, seco o whisky do copo em um gole. Caminho na direção da garota, ela vira para mim, seu rosto está inchado parece que estava chorando. Puta* merda*, ela é linda pra c*****o*. Nunca vi alguém tão bonita em toda minha vida, mesmo com a cara de choro e visivelmente bêbada não esconde sua beleza. Tem um lenda no Japão que fala sobre as kitsunes, raposas que se transformam em mulheres lindas e atraentes, nunca acreditei nisso até hoje, mas podia jurar que essa garota era uma kitsune. — Garota... — Você quer dormir comigo?— Ela me interrompe. Fico em choque com o que ela falou. Calma, Yohan, ela está bêbada. — Vou chamar um táxi para você, raposinha.— Seguro seu braço. — Você não me acha bonita?— Ela fica com os olhos aguados.— Sou tão sem graça assim... — Você só pode estar de sacanagem.— Esbravejo. Essa garota está se jogando pra cima de mim, ela m*l sabe o que está falando e fazendo. Tenho que tirar ela daqui antes que um arrombado a viole. — Vamos, vou fazer o que você quiser, só vamos sair daqui.— Ajudo ela a levantar.— Vou te levar para um hotel. Ela está tão bêbada que m*l consegue andar, tenho que a pegar no colo. A garota não pesa quase nada, ela se agarra em meu pescoço, mesmo com o cheiro de álcool ainda posso sentir um cheiro doce vindo dela, parece cheiro de primavera. Conforme ela se agarra mais em mim, meu corpo vai reagindo. — Quem é essa?— Kaito pergunta assim que me vê. — Estavam querendo drogar ela, vamos dar uma carona para a casa dela.— Digo indo para o carro. — Sempre de coração mole meu amigo.— Kaito me acompanha. Entro no banco de trás, tento a colocar do meu lado e ela se agarra mais em meu pescoço. Kaito do banco do motorista dá uma gargalhada. — Ei, garota onde você mora? Não obtenho resposta, puxo seu rosto tentando a acordar. Agora com mais luz posso olhar bem seu rosto, ela é ainda mais bonita do que pensava. O que deve ter acontecido para uma garota dessa beber desse jeito? Ela não parece acostumada com álcool. — Onde você mora?— Pergunto novamente.— Preciso do endereço para te levar para casa. — Casa??— Ela parece desorientada.— Carmen vai ver eu chegando com você... vamos para um hotel. Dou um suspiro, não conseguiria nenhum informação com ela nesse estado , aceno para Kaito, ele liga o carro para procurar um hotel. — Eu te odeio... Sebastian... te odeio...— Começa a resmungar. — Quem é Sebastian?— Tiro o cabelo de seu rosto. Merda* essa garota é muito lindo, meu corpo começa a responder conforme ele se meche em meu colo. — Ele tava na cama com outra...— Ela esconde o rosto no meu pescoço. Ela deve ter pegado o namorado a traindo, isso explica seu estado. — Posso dizer que ele não te merece.— Acaricio seu cabelo. Ela acaba adormecendo em meu colo enquanto chora, Kaito chega num hotel, subo com ela até o quarto. Coloco ela na cama, estava saindo. — Onde você vai?— Ela tenta levantar mais cai no chão. — Você vai se machucar, caralho.— Pego ela colocando sentada no sofá. — Você disse que ia dormir comigo.— Agarra meu braço. Isso deve ser alguma tentação do d***o, estou tentando fazer o certo e ela fica me tentando. — Não vou t*****r com você.— Digo sem paciência. — É porque eu não tenho experiência, devo ser péssima mesmo, Sebastian dizia que tinha que me esforçar mais... Ela é bem tagarela, pelo menos quando está bêbada. — Não me diz que você só dormiu com esse merdinha* do Sebastian? — Namoro com ele já faz mais de sete anos... ele procurou outra mulher... não devo ser boa o suficiente... nunca transei* com outro homem...— Fala frases desconexas enquanto chora. Agarro seu queixo, só o rosto dela já me deixa com t***o, e nem precisei ver o resto. Como um cara é o primeiro e único homem a tocar nessa garota e joga isso fora? — Suas mãos tão geladas...— Ela reclama. — Você devia procurar outro homem que te mereça, com certeza esse Sebastian não merece. — Mas você não quer fazer comigo? Ela pergunta de um jeito tão inocente que me deixa duro na hora. Isso está sendo uma prova de resistência. Inferno, claro que quero f***r* com ela, mas não sou do tipo que força alguém. A garota nem consegue ficar em pé sozinha, quem dirá saber o que está fazendo. — Pode ter certeza que a coisa que mais queria era arrancar sua roupa e te comer como esse teu ex nunca fez. A garota começa a ficar pálida e do nada vomita em minha camisa. — Merda*... Ela está muito bêbada, levo-a para o banheiro, lavando seu rosto, volto e a coloco na casa. Minha camisa já era, tiro minha roupa, tomo um banho rápido, coloco apenas minha calça, a camisa não tem como vestir, vou colocar apenas o blazer. Indo para o quarto, encontro a garota dormindo profundamente. Sento do seu lado na cama, eu nem deveria chegar perto dela, dá pra ver que ela vem de uma família que tem muito dinheiro. Se eu tivesse outra chance, a encontrando sóbria... No que está pensando, Yohan? Numa situação normal nunca chegaria perto dela. — Você é uma raposinha muito ardilosa.— Faço carinho em seus cabelos vermelhos—... Não vou t*****r* com você, raposinha... você nem sabe o que está acontecendo. Levanto pegando meu blazer, escuto ela resmungando algo. Vou para porta deixando aquela garota para trás, tendo a certeza que nunca mais veria a raposinha. Assim os dias passaram, e queria dizer que não pensei mais na linda garota de cabelos ruivos. Seria uma mentira, não tem um maldito dia que ela não habite meus pensamentos. Parece que fui mesmo enfeitiçado por uma kitsune. Isso era loucura da minha cabeça, nunca veria a raposinha novamente, nós pertencemos à mundos diferentes. [...] Estava dando uma olhada numa boate de alguém que nos deve favores, hoje ele estaria fazendo contatos com investidores importantes. Vou para a área de fumantes, preciso de um cigarro. Avisto logo de cara, uma linda garota ruiva num vestido verde. É ela... é a raposinha. Sei que devia virar as costas e ir embora, mas meu corpo se mexe por conta própria indo até ela. — Que bom te ver novamente, raposinha... Quando ela vira de frente é a mesma coisa que levar um soco. Já tinha achado ela linda e parece que ficou mais linda se isso era possível nesse vestido. Ela me olha meu assustada, claro ela não deve lembrar de mim pelo seu estado de embriaguez daquele dia, sei disso. Então, o que quero vindo falar com ela? * Me siga no i********:* @ange.pontes
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