Rafael narrando A ligação era importante. Eu sabia disso no momento em que o telefone tocou. Era um dos investidores do café, alguém que eu não podia simplesmente ignorar — ainda mais depois da decisão que eu tinha tomado de entrar de vez naquele negócio. Por isso, quando o celular começou a tocar no estacionamento da escola, eu respirei fundo… e atendi. Não era o momento. Eu sabia, mas também não tinha como evitar. — Pode ir — falei pra Eduarda, vendo a aflição no rosto dela. — Vê o que tá acontecendo que eu já entro. Ela assentiu na hora e saiu praticamente correndo. Eu encostei a cabeça no banco por um segundo, tentando focar na ligação, mas não era fácil. Porque, enquanto o cara falava do outro lado… minha cabeça tava lá dentro. No meu filho e nela. Demorou mais do que eu queria

