A noite parecia engolir Roma enquanto as manchetes se espalhavam nas telas de televisões e celulares ao redor do mundo. Evelyn Carter, uma das mais brilhantes estrategistas do exército americano, observava a cena com orgulho. Dois membros da família Vittore haviam sido capturados, Samael e Ariela, os infames herdeiros de um império que espalhava medo e destruição por onde passava.
Notícia exclusiva.
Na cidade de Roma, Itália. Dois dos membros da família Vittore foram presos e capturados. Fontes anônimas relataram que os membros do império mais poderoso do mundo estavam em um carro viajando a caminho da Suiça quando foram pegos.
Ainda não temos declarações das autoridades correspondentes, mas, se assim for, a família italiana acaba de receber um dos golpes mais fortes já vistos. Dizem que a pessoa morta não foi Irina Dmitry, a filha do Dom Dmitry da Rússia. Ela foi submetido a tortura por seus inimigos, levando à sua morte. Aqueles inimigos desencadearam uma guerra que devastou várias cidades na Itália.
Estaremos atentos a qualquer novidade, porque, sem dúvida, isso não vai acabar aqui. Que Deus nos abençoe, porque a guerra que se aproxima nunca foi vista antes.
Evelyn leu as palavras em silêncio, seu olhar fixo no monitor enquanto seus pensamentos corriam soltos. Finalmente, ela tinha conseguido capturar aqueles que simbolizavam o caos em sua forma mais pura. Contudo, ela sabia que o momento de glória era frágil. O império Vittore não caía sem lutar.
Quando deixou a sala, seus passos ecoaram pelos corredores. Soldados e oficiais a observavam, alguns com admiração, outros com um medo contido. Evelyn era uma mulher que conquistava respeito à força de suas ações e sua determinação inabalável. Ela entrou na sala onde os dois prisioneiros aguardavam, sentados em cadeiras de metal, com as mãos algemadas. Samael e Ariela Vittore mantinham uma calma inquietante, como se a situação fosse uma simples interrupção em seus planos. Nem mesmo duas semanas presos serviu para abrirem a boca.
Evelyn se posicionou à frente deles, segurando uma pasta com documentos. Seu olhar encontrou o de cada um, com seriedade e ameaça.
— Vocês sabem dos crimes pelos quais foram acusados. Graças a essas evidências, o presidente ordenou que fossem enviados à prisão mais segura do mundo. Um lugar de onde vocês nunca sairão.
Ela deslizou os papéis sobre a mesa à sua frente, mas os irmãos Vittore sequer se incomodaram em olhar. Seus sorrisos sutis e desdenhosos provocavam uma irritação silenciosa em Evelyn. Eram como feras enjauladas, esperando a oportunidade certa para atacar.
Pouco depois, a transferência começou. Evelyn se certificou de que o comboio fosse o mais protegido possível. Helicópteros sobrevoavam a rota, e dezenas de soldados armados acompanhavam os prisioneiros em caminhões blindados. Ela mesma seguia em um carro próximo, os olhos atentos a cada detalhe ao seu redor. Ainda assim, algo a incomodava, como um presságio de que algo estava para acontecer.
Enquanto o comboio avançava pela estrada deserta, Evelyn percebeu pelo retrovisor três carros escuros e blindados se aproximando rapidamente. Seu coração disparou, mas sua mente permaneceu clara como gelo. Ela já sabia o que estava prestes a acontecer.
Os carros inimigos cercaram o comboio. O som de tiros rompeu o silêncio e Evelyn ouviu a voz de uma mulher, quase um sussurro, ecoando em sua mente dizendo "Que comece o show."
O caos se instalou. As balas atingiam os caminhões blindados, que tentavam acelerar para escapar do cerco. Evelyn manteve as mãos firmes no volante, desviando de destroços e tentando proteger o caminhão que transportava os Vittore. Mas o destino parecia ter outros planos. Em uma manobra preparada, os inimigos jogaram seus veículos contra o caminhão principal, que capotou diversas vezes antes de parar, destruído, no acostamento.
Evelyn saiu do carro e correu em direção ao local do acidente, mas era tarde demais. Samael e Ariela emergiram dos destroços como demônios libertados do inferno. Mesmo algemados, eles pegaram armas dos corpos dos soldados caídos e retaliaram com precisão mortal. Em minutos, o que restava dos soldados de Evelyn estava dizimado.
Do alto da colina, Evelyn observava enquanto os irmãos fugiam em dois carros separados. Um deles, Samael Vittore, parou, voltou-se em sua direção e ergueu a mão como se segurasse uma arma imaginária. Ele sorriu de forma fria e disparou um tiro simbólico antes de desaparecer na noite.
Evelyn socou o volante de seu carro, frustrada. Aquela foi sua chance e ela havia perdido. Mas não se permitiria falhar novamente. O império Vittore poderia estar completo novamente, mas Evelyn Carter estava disposta a levá-los ao fim, nem que isso custasse sua própria vida.