Saiba que sou todo seu. É um feitiço que me pune.
...
O médico me deu alta e eu realmente já me sentia melhor, até meu corpo não estava mais dolorido. Nós saímos do hospital e fomos para casa.
Meus pais precisaram sair e eu não estou certa sobre o que eles foram fazer, mas espero que eles se acertem.
A primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi tomar um banho para me livrar do cheiro de hospital. Depois disso pego uma roupa confortável e prendo meus cachos num r**o de cavalo.
Desci para comer algo quado escuto a campainha tocar insistentemente. Abro a porta e vejo taehyunhg do outro lado da grade.
— Paboya! Será que não sabe nem andar pela rua?! - Ele grita assim que entramos na minha casa.
— Oi, Kim Taehyung? Quanto tempo? Eu estou bem sim, obrigado por perguntar. E você?
— Você precisa de alguém pra te ajudar a atravessar?! - Falava ainda irritado ignorando minha resposta.
— Porque está tão exaltado? - Pergunto impaciente.
— Por que você é tão irresponsável? Parece uma criança!
— Qual o seu problema?
— Você tem ideia da preocupação que me fez passar?
— Pare de gritar! Por que está tão nervoso?!
— Por que eu quase te perdi! - Era como se ele tivesse vomitado sua última fala sem ter nenhum controle sobre ela.
— Por que está agindo como se se importasse comigo?
— Por que eu me importo!
— Não quero suas gracinhas agora, KIm Taehyung.
— Não estou brincando.
— Já disse pra você parar !
— Eu gosto de você, não percebe?
Tudo bem eu não estava preparada para isso. Sinto todo o meu corpo gelar e paralizar diante de sua afirmação enquanto meu coração batia de forma tão violenta que tive receio que ele escutasse.
— Tá. Eu sei que so seu jeito distorcido você me vê como uma amiga.
— Sua pabo, eu estou dizendo que gosto de você.
Engulo em seco. Eu não queria acreditar em suas palavras, não queria ser feita de i****a. Eu imagino que depois que ele perceber que me convenceu de suas palavras vai começar a rir de mim e apontar o quão eu sou ingenua. Mas me parece doloroso de mais passar por isso.
— Já falei que não quero suas brincadeiras agora, Taehyung!
— Eu não estou brincando. Estou te entregando minhas palvras mais sinceras, Sook. - Ela pega minha mão e leva até seu peito onde sinto seu coração bater de forma tão descompassada quanto o meu. — É isso que você sempre faz comigo.
Eu o encaro completamente assustada, surpresa, confusa... Nada disso faz nenhum sentido.
— Se gosta de mim então por que implica tanto comigo?
— Você nunca pareceu me notar, nunca me deu muita importancia até eu fazer você me notar. Além de ficar muito fofa quando está com raiva, você presta atenção em mim. E depois que você passou a prestar atenção em mim, nós ficamos muito mais próximos. Você conversava comigo sobre seus problemas ou sobre besteiras, você me fazia companhia por vontade própria e quando eu achava que você estava sendo displicente comigo te provocava só para pegarmos um castigo e você ficar bem pertinho de mim. - Sorri.
— Que infantil, Kim Taehyung.
— Mas funcionou.
— Funcionou? - Engulo em seco.
— Até quando você vai mentir para si mesma dizendo que não é completamente apaixonada por mim? - Sorri.
Então era isso? Ele queria que eu admitisse meus sentimentos para ele rir da minha cara? Eu não daria esse gostinho para ele.
— Tudo bem, - desvencilho minhas mãos da sua e a retiro de su peito. — já pode começar a rir. Devo confessar, você foi bom. Quase me convenceu.
— Eu já disse que não estou brincando.
— Eu não consigo acreditar em você, Kim Taehyung.
Seus olhos passeiam por meu rosto cheios de carinho, é o tipo de olhar que ele me mostrava raras vezes. Taehyung acaricia minha bochecha com uma de suas mãos e com a outra segura minha cintura me puxando para mais perto de si.
Parecia que meu coração iria sair pela boca de tão forte que ele estava batendo e minha respiração estava completamente descompassada, era difícil respirar, estava sendo difícil me manter de pé. Seu rosto se aproxima do meu enquanto ele encara meus olhos.
— Eu sou completamente apaixonado por você, pabo. Sempre fui. - Sorri antes de celar nossos lábios.
No início era apenas um selinho demorado e cheio de carinho e aos poucos nosso beijo foi tomando outra forma, com nossas bocas desbobrindo lentamente o encaiche perfeito. A lingua de Taehyung invade a minha boca, era macia, maleável... Era gostoso senti-la explocar cada canto da minha, me provocava arrepios.
Taehyung desliza a mão que estava na minha bochecha pelo meu pescoço, ombro e braço até chegar na minha contura onde ele apertou com certa intensidade tentando colar ainda mais nossos corpos. Agora eu sentia como se ele quisesse me devorar através do nosso beijo que agora estava afoito e necessitado.
Taehyung pov's
Finalmente. Finalmente eu poderia tê-la em meus braços. Felizmente eu poderia beija-lá depois de quase a ter perdido o que me causava um alívio muito grande.
Ela é tão perfeita, tudo nela é tão perfeito para mim, como se ela tivesse sido feita especialmente para mim.
— O-o que foi... - Ela parecia confusa.
— A prova de que eu gosto de você. - Sorrio para ela.
— Eu ainda não consigo acreditar, ainda... Acho que você vai rir de mim a qualquer momento.
Eu não a culpo a julgar pelo nosso histórico de convivência, mas eu estava sendo honesto e a convenceria disso.
— Bom, então - puxo sua cintura para mais perto novamente - vou precisar te fazer acreditar. - Sorrio ladino.
Eu a beijo mais ferozmente dessa vez e percorro as laterais de seu corpo com minhas mãos. Ela parecia surpresa no início, mas logo se rendeu e pousou uma de suas mãos na minha nuca enquanto a outra acariciava meu cabelo.
Minhas mãos deslizam até sua b***a onde eu deixo um aperto, sorrio satisfeito quando a vejo suspirar. Eu a ergo e ela entrelaça as pernas na minha cintura. Eu caminho com passos incertos até o sofá e me sento com ela em meu colo.
Separo nossos lábios e distribuo selinhos por seu queixo descendo para seu pescoço.
— Eu. - Beijo seu pescoço. - Gosto. - Subo os beijos. - De. - Vou me aproximando de orelha. - Você. - Sussurro em seu ouvido e a sinto estremecer. Sorrio satisfeito com isso.
— Eu achei que estava sozinha nessa. - Sorri. - Eu... Também gosto de você.
— Eu sei pabo. Todo mundo sabe. - Brinco.
— Ya! Seu convencido! - Me bate com uma almofada.
Eu rio e tiro a almofada de sua mão.
— Querido diário, ele está fazendo de novo. Uma hora ele é legal e aí do nada volta a ser um i****a de novo. Por que ele brinca meus sentimentos assim? - Começo a recitar trechos de seu diário para irritá-la.
— Ya! Pare com isso! - Esconde o rosto entre as mãos.
— Não se sinta m*l. Eu sou irresistível. - Sorrio convencido.
— Narcisista.
Tiro suas mãos de seu rosto.
— Cade seus pais?
— Eles saíram.
— Estão estamos sozinhos aqui? - Meu sorriso é cheiro de terceiras e sextas intenções .
— Seu tarado! Não faremos nada disso!
— Mas você adora estragar as coisas, não pabo?