A caminho do quarto, no corredor, Fate vinha na direção da escada. Claro que não me contive e parei à porta do meu quarto, observando-a vir. Ela estava bem avoada, só me percebeu parado há pouco mais de quatro passos. Parou de caminhar, assustando-se. — Adoraria saber o que tornou-lhe uma mocinha assustadiça… — falei, melancólico. — Apesar de temer o quanto saber me deixará insano com o motivo… — E-eu preciso passar. — Ela suspirou, fechando os olhos. Seu semblante estava passivo; eu o estudei com cautela. Tentei observar seu corpo em busca de feridas, mas ela estava bem coberta, apenas o rosto, pulso e mãos estavam à mostra. — Estou bem. — Ela disse, após um tempo no incômodo silêncio. — Preciso passar. — Eu ainda não estou te segurando — falei. — Passa. Um pouco rude, eu sei, mas

