Costa de Keb, Camboja, 23/05/2000 “Não pode fugir de mim para sempre!”, ele gostava de repetir no meu ouvido e o fez por todo o tempo em que trabalhei. Foi vinte dias de muito trabalho. Lidamos com os vivos, numa espécie de pirâmide hierárquica. Não tivemos conflitos, afinal, eram somente humanos — alguns poucos tinham aprimoramentos, cedidos pela vitae. Nos primeiros três dias, lidamos com a base da pirâmide: soldados rasos, garotos de recado, extremamente descartáveis. Conheciam alguns do andar superior: distribuidores de recursos, vivos ou não; transportadores de grandes cargas, viva ou não. No quarto dia, lidamos com algo próximo à primeira cadeia de “líderes” — correlacionando com a estrutura da igreja, posso chamá-los padres. O uso do correlato não é coincidência. Estes líderes

