Keb, Camboja, Dezembro de 1999. À primeira, eu nem sei o seu nome. Não pude vê-la, ser abraçado, ou confortado por ti. É difícil dizer quais arrependimentos carrego quanto a ti, apenas porque não pudemos nos relacionar como mãe e filho. Graças a Ele, que vive em mim, eu conheço sua voz. Numa vida normal, eu me lembraria de sua voz com menos tristeza, melancolia, desespero e medo. Não sei o que se passa na cabeça das pessoas… mas, antes, se é uma carta para o sonho que você foi, posso fingir que você lerá. Fui adotado, duas vezes. Minha outra mãe, Nádia, era a melhor pessoa que conheci. Vivíamos no Oriente Médio, estávamos sempre andando, nunca tivemos uma casa por mais do que três meses. Ela era corajosa, muito forte. Hoje entendo o porquê de nunca estarmos num lugar por muito t

