Elena saiu do banho com os olhos ainda um pouco inchados, mas o vapor quente tinha ajudado a aliviar parte da tensão. Vestiu um moletom simples, prendeu o cabelo em um coque improvisado e tentou convencer o próprio reflexo no espelho de que estava tudo sob controle. Não estava. E ela sabia disso. Quando voltou para o quarto, Luna estava sentada na cama oposta, com o notebook aberto, mas claramente não prestando atenção na tela. Assim que viu Elena, fechou o computador sem fazer perguntas invasivas — apenas criou silêncio suficiente para que Elena pudesse falar se quisesse. — Você não quer jantar? — Luna perguntou com delicadeza. — Não — Elena respondeu, sentando-se na própria cama. — Só estou cansada. Mas algo em Luna não se moveu. Ela ficou ali, presente, quieta, oferecendo espaço. O

