— Eu vou gritar. — Você não tem energia para isso. — Então vou jogar alguma coisa — digo. — Algo pesado e direto na cabeça do Locke. — Agora isso eu acredito. E aprovo também. Ela deixa a porta aberta atrás de si, e eu ouço os passos dela descendo as escadas. Uma pausa, vozes baixas, então outro conjunto de passos começa a subir. E o Locke aparece na porta. Ele está pior do que eu esperava. As roupas estão limpas, o rosto recém-barbear, mas o cansaço se instala fundo ao redor dos olhos. Há neve nos ombros do casaco, manchas escuras que derretem lentamente pelo tecido. Ele para quando me vê. O olhar dele percorre meu rosto, a água ao lado da cama, o balde no chão. — Quão r**m? — ele pergunta, a voz rouca. A pergunta é tão quietamente Locke que meu peito dói. — Dá para aguentar — di

