— Eu caio, Zara — ela engasga, pressionando uma mão trêmula na clavícula. — E as pessoas me dizem que o meu sofrimento é só uma parte necessária da minha jornada espiritual. Elas me dizem pra respirar através disso, pra aceitar o plano do universo, pra achar a lição na dor. Ninguém salta, ninguém me segura, ninguém passa uma única noite sem dormir sentado numa cadeira garantindo que eu continue respirando! A sala parece insuportável, apertada e sufocante. O ar no escritório fica tão denso com a dor e a hostilidade dela que parece quase impossível puxar um fôlego completo. Mas eu não consigo odiar ela. Não neste momento. Porque por baixo de toda a conversa espiritual insana, por baixo da ilusão, por baixo das reivindicações possessivas e alarmantes sobre o Locke, eu finalmente consigo

