A água quente e aromática lambe meu corpo com gentileza, as nuvens perfumadas de vapor subindo ao nosso redor para borrar as bordas duras do banheiro. Através da névoa, eu vejo Locke parado na beira da banheira. As mãos dele repousam nos quadris, os olhos cinzentos rastreando cada respiração que eu puxo como se ainda estivesse monitorando uma paciente frágil. Ele parece imponente, sombreado na iluminação âmbar quente, os ombros largos praticamente preenchendo a porta. Mas por baixo da fachada estoica, eu consigo ver a tensão quieta que ainda paira no maxilar dele, o aperto sutil dos ombros. Ele ainda está segurando o fôlego por mim, ainda guardando o perímetro da minha paz. Eu não aguento a distância entre a gente. Não esta noite. Não depois de um dia que tentou com tanta violênci

