Eu mantenho as mãos visíveis, descansando-as casualmente nos bolsos da calça jeans escura, mantendo a postura relaxada e completamente não ameaçadora. Eu não estou usando o colete do MC esta noite, só um casaco pesado de lã escura por cima de um moletom preto. Eu mantenho a distância, parando a cerca de dois metros sob o halo do poste de luz. — Oi — eu digo baixinho, mantendo a voz baixa, quente e rica, a voz exata que eu uso quando quero que a Becca pare de chorar e reclamar e escute a razão. — Você vai congelar aí fora, querida. Ela estala a cabeça na minha direção, os olhos brilhando com um lampejo súbito e violento de defesa. Ela recua na hora até as omoplatas baterem na parede fria de tijolos do prédio atrás dela. — Fica longe de mim — ela sibila, os dentes batendo com tanta

