— E eu não quero que você peça de um jeito vago, orgulhoso, daquele tipo “só peço se estiver desesperada”. Estou falando sério, querida. Se precisar de qualquer coisa, peça antes que vire um problema. Advogados. Comida. Pasta de dente. O que for. Algo aperta no meu peito, porque eu sei que isso é amor e sei que ele está tentando ajudar. Também sei que precisar de ajuda ainda me incomoda por dentro depois de anos sendo feita a sentir que cada necessidade era mais um fardo que eu não deveria colocar em ninguém. — Eu sei — digo de novo, mais baixo dessa vez. O meu pai percebe a diferença, e o Mayhem também, e o Locke também. A mão tatuada dele se acomoda por um instante do lado de fora da minha coxa, sem pedir atenção, sem se anunciar, só ali. — Bom — diz o meu pai. — Agora me conta por

