A pergunta sai sem fôlego, e o olhar dele desce por um instante até a minha boca antes de voltar para os meus olhos. Então ele se inclina, devagar, de propósito. Me dando todas as chances de me mexer. Todas as chances de pará-lo. Todas as chances de escolher. — Eu vou te mostrar, baby. E é só isso. Eu esqueço completamente o motivo de termos vindo aqui, e fecho os olhos enquanto a onda de desejo sobe por cima de mim, dentro de mim. Parece que não importa quantas vezes o Locke me beija, me toca, me deda, me chupa, me fode… nunca, nunca é o bastante. — Olha pra mim — ele diz, a voz baixa e rouca. — Agora, baby. Abro os olhos. Locke passa os dedos pelo meu cabelo, puxando o bastante para inclinar minha cabeça para trás. Nossos olhares se prendem — silenciosos, quentes, carregados — e entã

