Capítulo 18

1042 Words

Zara Eu não tenho a intenção de continuar olhando para ele. Isso implicaria uma decisão, um momento em que eu posso escolher me virar, deixar a sala engolir ele de volta para o ritmo usual. Fingir que o que se inclinou quando ele passou por aquela porta não se acomodou em algum lugar sob a minha pele. Mas eu não escolho nada. Não de verdade. Porque no segundo em que eu o vejo – antes mesmo de saber o que estou olhando –, alguma coisa em mim já se inclinou, já travou nele. Já o reconheceu daquele jeito perigoso e instintivo que o corpo conhece certas coisas antes do cérebro ter linguagem para elas. Como fome. Como gravidade. Como problema. E Deus do céu, ele parece todo tipo de problema. Alto o bastante para comandar atenção sem exigir, ombros largos cortando a penumbra do clube como

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