Locke Eu normalmente não reparo em mulheres quando entro numa sala. Eu as registro, claro, do mesmo jeito que registro todo o resto – posições, saídas, tensões fermentando por baixo da conversa, quem está armado, quem está nervoso, quem está mentindo – mas esse tipo de atenção é funcional. Então quando alguma coisa corta essa disciplina antes mesmo de eu dar três passos dentro do clube, eu tomo nota. Deixo a minha atenção fazer o que sempre faz, viajar lenta e firme, absorvendo a sala em pedaços. Registro o Brick na parede, o Hawk no bar, o Mayhem andando de um lado para o outro o bastante para me dizer que tem alguma coisa na cabeça dele… e então ela pega. Nela. Por um segundo raro e perigoso, o meu cérebro para de dar a mínima para qualquer outra coisa. Ela está parada no bar ao lad

