— Discutível. — Não muito. Eu rio de novo, e Deus, como faz bem. O tipo de bem que dói um pouco, porque me lembra o quanto faz tempo desde que eu gostava de conversar com alguém, desde que alguém prestava atenção porque se importava, não porque queria alguma coisa de mim. E eu estou tão ciente do Locke. Ciente demais. Da linha da coxa dele de jeans ao meu lado, quase tocando. Da subida e descida firme da respiração dele. Do jeito que a presença dele preenche o espaço sem apertá-lo. Estou pensando no jeito que os braços dele se sentiram em volta de mim. Em como o meu corpo respondeu fácil a isso. Em como foi rápido, em como foi completo. Tudo isso depois de três anos de… nada. Três anos de casamento que nunca virou de verdade, nunca atravessou aquela linha invisível entre obrigação e

