Eu fecho os olhos por um momento. — Pai. O meu pai ignora meu aviso completamente, porque ele é meu pai e portanto geneticamente incapaz de deixar qualquer coisa em paz quando pode transformar em estratégia. — Conta pra ele — ele diz, acenando com a cabeça pro Locke. Eu solto o ar. — Não é truque de festa. — Não — o pai diz. — É uma arma. E agora a gente precisa de uma. O Locke olha dele pra mim. — O que é? — Bem — digo. — Eu… eu lembro de coisas. O pai bufa. — Ela lembra de tudo. Documentos. Números. Placas. Rostos. Não importa. Se ela viu, fica naquela cabecinha linda pra p***a de sempre. O olhar do Locke volta pro meu, e não tem zombaria nele, só atenção. — Você memorizou os documentos do Knox hoje? Eu suspiro. — Três imóveis. Dois negócios. Umas duas dúzias de contas banc

