Eu me apoio no balcão e observo o Locke se mover pelo espaço dele. Ele está tão à vontade e relaxado aqui, é óbvio que ele ama a própria casa. Algo nisso aperta meu peito de forma inesperada, acho que porque passei tanto tempo vendo ele em clubes, bares e estacionamentos, e nunca uma vez parei para me perguntar quem ele é quando ninguém está olhando. Quando ele está sendo esse homem, essa versão dele. A que abre gavetas e puxa pratos de porcelana fina das prateleiras e pergunta se eu quero chá verde com o jantar, como se fôssemos um casal, em vez de duas pessoas que caíram acidentalmente na vida uma da outra no momento exatamente errado. Ou talvez exatamente o certo. Trinta minutos depois, estamos sentados numa mesa de jantar longa ao lado das janelas, com sushi espalhado entre nó

