Estou pensando no rosto de Locke logo antes de ele sair do escritório do meu pai. A raiva. O cansaço. As marcas que o Knox deixou no meu braço. O jeito que ele me olhou depois da discussão, como se estivesse tentando escolher entre me escutar… e me proteger. — Eu acho que errei. — Eu fecho os olhos por um segundo. — Não acho que ele saiu porque estava com raiva. Mayhem franze a testa. — Então por quê? — Porque é quem ele é. Ele espera. — Quando o Locke não consegue resolver um problema… — Minha voz quebra. — Ele desaparece dentro dele. Não com violência ou gritos. Com trabalho, perguntas e evidências. É assim que ele luta. A não ser que… Os pensamentos chegam tão de repente que me roubam o ar dos pulmões: A não ser que ontem tenha mudado alguma coisa. A não se

