Zara A escada é estreita, as paredes perto o bastante para que eu pudesse tocar os dois lados se tentasse. Chegamos ao topo do prédio, no terceiro andar. Ela para na última porta à esquerda, deslizando a chave na fechadura. E há um momento — só um momento — em que fico consciente da quietude ao meu redor, do jeito que tudo parece pausar como se estivesse esperando para ver o que eu faço a seguir. Então a porta se abre, e o espaço se revela. Menor do que parecia nas fotos, menor do que qualquer coisa em que eu já morei, é um único cômodo que segura tudo de uma vez. Uma cama estreita empurrada contra uma parede, uma mesa de madeira e uma cadeira, uma cozinha que consiste em dois fogões e uma pia que já viu dias melhores. A janela é graciosa, porém, deixando entrar uma faixa suave de l

