Ele vira a mão debaixo da minha, nossos dedos se entrelaçando. — Sinto muito, Zara. De verdade. Dessa vez, eu acredito que ele não está pedindo desculpas porque quer perdão, está pedindo porque finalmente entendeu o que tentou me tirar. Eu aceno devagar. — Obrigada. Os ombros dele caem quase imperceptivelmente. — De nada, baby. Nós sorrimos um para o outro, os olhos se cruzando, e uma chama familiar acende no meu estômago, no meu peito. — Então — ele diz. — Como você está se sentindo? Eu rio baixinho. — Sobre o quê, especificamente? — Você escolhe. Eu penso nisso. — Minha vida ficou inesperadamente complicada. — Eu notei. — Eu posso ter uma irmã. — Pode. — Meu pai pode estar de luto por mais de trinta anos que ele nunca soube que tinha perdido. — Pode. — Eu ainda posso t

