ISABELLA
- Pode trazer para mim no dia do casamento?
- Posso sim filha, mas gostaria de ver você antes, estou em uma cafeteira próximo a você o que acha de vim me encontrar?
- Tá bom, me manda a localização
ligação off
O Sorem não tinha voltado então avisei a Maria que estava saindo
- Senhora acho melhor avisar o patrão
- Não tenho o número dele Maria
- Eu tenho
— Então pode avisar se achar que deve, não demoro
A cafeteira ficava a uma quadra de distância, meu pai conversava com a garçonete que parecia desconfortável quando eu cheguei ela foi logo atender outra mesa
- Pedi um milk-shake de chocolate para você
- É o meu preferido
- filha ele tocou em você?
- Não - Respondi envergonhada
- Que bom, então ainda é virgem né? Eu tenho um plano, podemos fazer uns leilões e fugir, já tenho uma proposta de milhões
- Já tem proposta? Uns leilões?
- Sim tem dois compradores que estão esperando, era para ter sido ontem, mas o Soren te trouxe então...
Levantei tão enojada que derrubei a cadeira
sempre achava que o Nico estava exagerando quando dizia que o papai podia me fazer algo, meu pai levantou a cadeira e encostou no meu ombro
- Tira as mãos de mim - sussurrei
- Calma Isabella, estão todos olhando
- Me solta- gritei
Nesse momento vi o Soren entrando e corri em direção a ele
- Saiu sem minha autorização Isabella
- Me tira daqui por favor
Raiva nos olhos dele se transforma em confusão, estava com raiva pela saída dela, mas ver ela chorar o fez se sentir confuso
Santiago tirou ela de lá segurando pelo braço, Isabella teria ido até com o Drácula naquele momento
- Por que caralhos saiu sem minha permissão?
A calma em sua voz não existia nesse momento, estava com raiva pelos sentimentos que ela fazia ele sentir
- Eu não te devo obediência Soren
- você sabe o que você é esse carro terão em comum em dois dias Isabella? Os dois vão estar em meu nome, logo você e minha - fala com o rosto bem próximo a mim - É sim, me deve obediência e o que mais eu quiser cobrar de você, entendeu?
— Entendi, eu sou uma mercadoria que pode ser leiloada e passada pro nome
Isabella chorava de soluçar Santiago não entendeu a parte dos leilões, já estavam no estacionamento do prédio
— Pare de chorar - Seu tom saiu como uma ordem
- Por favor me da permissão para chora
Tinha tanta mágoa e sarcástico no pedido de Isabella, Santiago desceu do carro deu a volta abriu a porta do carro e a pegou no colo e se sentou onde ela estava sentada instantes antes
- Desculpa, pode chorar
Isabella estava magoada mais se sentiu segura e protegida nos braços dele, encostou a cabeça em seu ombro e chorou até dormir, Santiago não disse uma palavra só a abraçou quando percebeu que sua menina havia dormido a levou para o quarto, a deitou, tirou seus sapatos a cobriu e saiu
Isabella acordou na manha seguinte com dor de cabeça e com fome, desceu direto para a cozinha procurando por Maria e tentando não ver o Santiago, Maria estava terminando um bolo para servir no café
- Bom dia Maria, gostaria de né desculpar por não ter te ouvido ontem
- Bom dia Senhora não tem por que se desculpa
- Não devia ter saído mesmo, pode me chamar de Isabella ou Isa
- O patrão pode não irá gostar
- Seu patrão gosta de alguma coisa?
- Gosto desse bolo que só a Maria sabe fazer - A voz dele invadiu a cozinha
- O que faz na cozinha Isabella?
- Estou com fome vim comer alguma coisa - Falo com cabeça baixa
- Maria depois da cerimônia vamos ficar uns dias fora na volta passarei uns dias na fazenda, se quiser visitar sua irmã pode vir conosco
- Irei, sim, patrão Obrigada
Santiago se sentou na cadeia do balcão da cozinha
- sente-se ao meu lado, Isabella
Ela obedeceu, Maria os serviu e foi fazer seus afazeres
- Isabella quer me contar alguma coisa sobre ontem?
- Meu pai me vendeu para duas pessoas, achei que você ia me transformar em uma prostituída mais eu já seria uma com meu pai - Falo de uma vez, sem olhar para ele
- Não vou te transformar em uma prostituída, está segura comigo eu cuido do que é meu e será minha esposa
- Sim serei sua como seu carro é seu, né?
- Seu irmão sabe sobre a venda?
- Claro que não o Nico sempre me protege de tudo
Santiago queimava de raiva de José a meses e agora era certo que teria que tomar uma providência, sentia uma necessidade de proteger a sua menina
- Zaya me chamou para passar o dia de amanhã no SPA, posso?
Ele estava passando pela porta quando ela perguntou, ele e a respondeu ainda de costas
- Pode
- Obrigada
— Isabella, me obedeça e eu te amarei...
- Não preciso do seu amor!