FÚRIA

864 Words
ISABELLA - Pode trazer para mim no dia do casamento? - Posso sim filha, mas gostaria de ver você antes, estou em uma cafeteira próximo a você o que acha de vim me encontrar? - Tá bom, me manda a localização ligação off O Sorem não tinha voltado então avisei a Maria que estava saindo - Senhora acho melhor avisar o patrão - Não tenho o número dele Maria - Eu tenho — Então pode avisar se achar que deve, não demoro A cafeteira ficava a uma quadra de distância, meu pai conversava com a garçonete que parecia desconfortável quando eu cheguei ela foi logo atender outra mesa - Pedi um milk-shake de chocolate para você - É o meu preferido - filha ele tocou em você? - Não - Respondi envergonhada - Que bom, então ainda é virgem né? Eu tenho um plano, podemos fazer uns leilões e fugir, já tenho uma proposta de milhões - Já tem proposta? Uns leilões? - Sim tem dois compradores que estão esperando, era para ter sido ontem, mas o Soren te trouxe então... Levantei tão enojada que derrubei a cadeira sempre achava que o Nico estava exagerando quando dizia que o papai podia me fazer algo, meu pai levantou a cadeira e encostou no meu ombro - Tira as mãos de mim - sussurrei - Calma Isabella, estão todos olhando - Me solta- gritei Nesse momento vi o Soren entrando e corri em direção a ele - Saiu sem minha autorização Isabella - Me tira daqui por favor Raiva nos olhos dele se transforma em confusão, estava com raiva pela saída dela, mas ver ela chorar o fez se sentir confuso Santiago tirou ela de lá segurando pelo braço, Isabella teria ido até com o Drácula naquele momento - Por que caralhos saiu sem minha permissão? A calma em sua voz não existia nesse momento, estava com raiva pelos sentimentos que ela fazia ele sentir - Eu não te devo obediência Soren - você sabe o que você é esse carro terão em comum em dois dias Isabella? Os dois vão estar em meu nome, logo você e minha - fala com o rosto bem próximo a mim - É sim, me deve obediência e o que mais eu quiser cobrar de você, entendeu? — Entendi, eu sou uma mercadoria que pode ser leiloada e passada pro nome Isabella chorava de soluçar Santiago não entendeu a parte dos leilões, já estavam no estacionamento do prédio — Pare de chorar - Seu tom saiu como uma ordem - Por favor me da permissão para chora Tinha tanta mágoa e sarcástico no pedido de Isabella, Santiago desceu do carro deu a volta abriu a porta do carro e a pegou no colo e se sentou onde ela estava sentada instantes antes - Desculpa, pode chorar Isabella estava magoada mais se sentiu segura e protegida nos braços dele, encostou a cabeça em seu ombro e chorou até dormir, Santiago não disse uma palavra só a abraçou quando percebeu que sua menina havia dormido a levou para o quarto, a deitou, tirou seus sapatos a cobriu e saiu Isabella acordou na manha seguinte com dor de cabeça e com fome, desceu direto para a cozinha procurando por Maria e tentando não ver o Santiago, Maria estava terminando um bolo para servir no café - Bom dia Maria, gostaria de né desculpar por não ter te ouvido ontem - Bom dia Senhora não tem por que se desculpa - Não devia ter saído mesmo, pode me chamar de Isabella ou Isa - O patrão pode não irá gostar - Seu patrão gosta de alguma coisa? - Gosto desse bolo que só a Maria sabe fazer - A voz dele invadiu a cozinha - O que faz na cozinha Isabella? - Estou com fome vim comer alguma coisa - Falo com cabeça baixa - Maria depois da cerimônia vamos ficar uns dias fora na volta passarei uns dias na fazenda, se quiser visitar sua irmã pode vir conosco - Irei, sim, patrão Obrigada Santiago se sentou na cadeia do balcão da cozinha - sente-se ao meu lado, Isabella Ela obedeceu, Maria os serviu e foi fazer seus afazeres - Isabella quer me contar alguma coisa sobre ontem? - Meu pai me vendeu para duas pessoas, achei que você ia me transformar em uma prostituída mais eu já seria uma com meu pai - Falo de uma vez, sem olhar para ele - Não vou te transformar em uma prostituída, está segura comigo eu cuido do que é meu e será minha esposa - Sim serei sua como seu carro é seu, né? - Seu irmão sabe sobre a venda? - Claro que não o Nico sempre me protege de tudo Santiago queimava de raiva de José a meses e agora era certo que teria que tomar uma providência, sentia uma necessidade de proteger a sua menina - Zaya me chamou para passar o dia de amanhã no SPA, posso? Ele estava passando pela porta quando ela perguntou, ele e a respondeu ainda de costas - Pode - Obrigada — Isabella, me obedeça e eu te amarei... - Não preciso do seu amor!
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