Nicole chamou por Dilan do alto da escada para ele descer para jantar com Jonas. Tanto silêncio o assustou um pouco, ainda mais porque o seu filho não era fácil de lidar como muitos acreditavam.
— Por que demoraram tanto para descer? O que vocês dois estavam fazendo?
— Não estávamos fazendo nada. Disse Dilan, abrindo um sorriso tenso. Bem, estávamos jogando e Jonas deixou algumas coisas claras.
— Como assim, vocês não estavam fazendo nada? Ela perguntou, cruzando os braços sobre o peito. — Jonas nunca está calmo, isso é estranho e…
— Pode parecer estranho, mas garanto que ele está muito bem neste momento e estamos tentando fazer com que as coisas corram bem. Dilan comentou, levantando-se. — Temos que comprar coisas para o quarto dele, sei que você pode querer ficar, mas precisamos sair para…
— Bom, pode ser mais tarde para que Fred fique com ele e ele não se sinta sozinho? Ela perguntou, inclinando a cabeça. — Ele ligou-me e disse que viria passar um tempo…
— Não gosto que ele fique aqui o tempo todo, não é bom e muito menos saudável.
— Não é saudável para meu filho ficar com a única pessoa que se atreveu a ajudá-lo? Ela se aproximou como uma leoa furiosa e Dilan temeu por sua vida. — É melhor você não me deixar com mais raiva do que já estou com você, eu te disse, o meu filho é a pessoa mais importante que tenho na minha vida. Você já me tem com você, perfeito, você não vai me ter como a mesma mulher de antes. Ela ressaltou. — É melhor você parar de chamá-lo desses tipos de apelido, porque você é o pai dele e foi você quem colocou o esperma. Ele deu alguns passos para trás. — Vamos comer, por favor.
Nicole se virou e esperou pacientemente na porta até que os dois saíssem. No momento, Fred não deveria mais estar trabalhando, mas conhecendo o cara que era seu marido, provavelmente lhe impôs muitas coisas para fazer.
Dilan sentou Jonas na cadeira especial, que ficava na altura da mesa, e ela sentou-se ao lado direito dele.
— É noite...
— Se você está falando sobre a compra, já tenho tudo reservado. Dilan virou-se para Jonas, sem perceber, e o ajudou com o prato. Podemos partir quando Fred chegar.
— Você deu muito trabalho a ele...
— Que tipo de homem você imagina que eu sou? Ele perguntou ofendido.
— Você já sabe a resposta para essa pergunta.
Ela o viu traçar uma linha reta, o assunto não foi mais discutido por muito tempo, porém, ela tinha uma certa dúvida corroendo o seu organismo. O seu amigo chegou meia hora depois, com algumas coisas para Jonas e ela não teve escolha a não ser abraçá-lo.
— Todos os remédios estão na cômoda e…
— Eu sei cuidar do meu sobrinho. Fred deu-lhe uma leve beliscada no nariz. — Vá, porque Volkan me olha como se quisesse me matar por algo que nem sei o que fiz.
Ela assentiu, ficou na ponta dos pés e lhe deu um beijo na bochecha, foi até onde o seu filho estava, lhe deu um beijo na testa e saiu de casa na companhia de Dilan.
— Eu disse que você tinha que fazer as coisas direito, essa atitude fria é um perigo iminente. Nicole murmurou, colocando o cinto. — O meu filho é idêntico a você em todos os sentidos da palavra. Ela suspirou. — Você não pode tentar conduzir as coisas pacificamente com ele?
— Ele já me deixou claro. Dilan ligou o carro. — Ele disse que não me queria ao seu lado, que você era dele e que...
— Ele é um menino e você tem medo dele. Ela zombou. — Visivelmente. Por favor, Dilan. Eu imaginei você um pouco mais esperto que isso, não tem como você estar tentando me dizer agora que tem medo do Jonas. Ela riu. — Não faz sentido.
— Faria sentido se você visse todas as coisas que ele me disse naquela sala. Ele bufou. — É melhor não continuarmos essa conversa, porque o único que vai perder nisso tudo sou eu e mais ninguém.
— Bem, pelo menos eu tentei. Ela encolheu os ombros.
Dilan dirigiu até o shopping, onde várias pessoas circulavam. Ela já tinha estado lá antes, principalmente no parquinho, pois o filho gostava de todas aquelas brincadeiras. Dilan a cercou com o seu corpo, algo que a deixou imediatamente tensa, já que ela não imaginava que ele faria algo assim, principalmente quando estavam em público.
— Tem muita gente olhando para você e eu não gosto disso. Ela removeu alguns fios de cabelo que cobriam o seu rosto. — É está loja.
Eles entraram numa loja que parecia bem cara, parecia que ia custar um braço e uma perna para ela poder pagar tudo que tinha ali.
— Boa noite, Sr. Richter. Disse um dos funcionários. — Quando terminar de ver tudo, você pode tocar a campainha no balcão. Eu lhe darei privacidade.
— Ok, muito obrigado.
— Então você está gastando o seu dinheiro fechando as lojas para que ninguém nos incomode. Nicole se afastou dele. — Você não pode fazer isso, é chato.
— Gosto de mimar você e além disso... Dilan pegou o seu braço novamente. — Estou fazendo isso porque você disse que não queria que ninguém nos visse.
— Você não está fazendo isso por esse motivo. Porque o nosso nome é encontrado em todos os lugares. Ela revirou os olhos. — Não acredito que você fez algo assim.
— Bem, tenho que gastar todo o dinheiro que tenho em alguma coisa. Ele passou o polegar no lábio inferior de Nicole. — Eles estão sempre vermelhos, você tem que parar de morder os lábios.
— Não faça isso. Ela deu um tapa na mão dele. — Você me deixa desconfortável e estamos onde os curiosos estão lá fora.
— Bom.
Nicole tratou de se afastar rapidamente.
A loja era enorme e ele tinha vários carrinhos de compras e viúvas que poderia comprar do filho. Nicole entrou em outro corredor e viu que estava lhe dando espaço. Tudo na loja era muito caro. Ela pegou algumas cabeças quebradas que pareciam engraçadas, figuras antigas, ela olhou para a área onde estavam os olhos e ficou assustado ao ver uma sombra atrás dela.
—Você me assustou. Ela colocou a mão no peito. — Onde você estava?
— Vendo algumas coisas que vi por Jonas. Dilan parecia muito calmo. — Por que você pegou tão poucas coisas?
— Não quero abusar...
— Se eu te disser que você tem que usar todo o meu dinheiro, você faz isso sem dizer nada contra. Ele pegou algumas colchas. — Vi muitos travesseiros do outro lado, acho que Jonas gostaria de usá-los.
— Você fez perguntas a Frederico sobre coisas que Jonas poderia gostar? Disse ela, mordendo o lábio. — Você diz que não quer tê-lo ao seu lado, mas faz isso porque uma parte de você sente remorso.
— Eu não sei do que você está realmente falando. Ele se virou, mas ela agarrou o seu braço. — O que acontece?
— Vou te pedir como um favor que quando estiver comigo não use ternos tão caros. Ela tirou o paletó dele. — Você chama muita atenção, não gosto disso.
— Ciúme porque o seu marido está na mira de outras mulheres? Brincou Dilan, deixando-a retirar o que fosse necessário do seu corpo.
— Seria ótimo se outras mulheres entrassem no seu campo de visão, porque assim esse m*aldito negócio acabaria e eu iria embora com o meu filho. Ele abriu os primeiros botões da camisa e depois olhou para o rosto de Dilan. — Que? Você achou que eu ia ficar com ciúmes?
— Você é minha esposa...
— Mas não a sua escrava que você pode usar como quiser, Dilan. Ela sorriu amargamente. — Vamos, vamos gastar todo o dinheiro que você tiver no bolso...
Ela colocou o paletó de Dilan sobre os ombros e então eles pegaram o que queriam. Os funcionários permaneceram nos seus lugares, sem incomodá-los. Dilan estava muito perto dela, tirando as coisas mais caras da prateleira. Pagaram tudo, bom, Dilan fez isso por ela, já que ela nem se atreveu a olhar os preços.
Os funcionários levavam as coisas até um caminhão, que sairia pela manhã para arrumar tudo no quarto do filho. Dilan pegou a sua mão e a conduziu até uma joalheria que parecia bem cara.
— O que estamos fazendo aqui? Perguntou ela, olhando surpresa para tudo o que havia ali.
— Vamos comprar uma corrente de ouro para a semente do m*al. Ele informou, caminhando até uma prateleira. — Como ele é meu filho, ele manterá esse apelido.
— Então não se sinta m*al quando eu lhe disser que você é o dia*bo ou satanás. Ela murmurou, olhando para os pingentes. — Ele gosta de barcos e quebra-cabeças.
— Navios, ele gosta de navios como eu. Ela ouviu Dilan falar consigo mesmo. — Interessante. Vocês já fizeram uma viagem?
— Não, não tenho dinheiro para isso. Ela fez uma careta. — De vez em quando eu o trazia aqui para brincar com as crianças.
— Isso é bom. Ela o viu se afastando dela, porém, ela não prestou atenção nele.
— Você pode me mostrar essas duas correntes, por favor? Ela apontou para a vitrine.
— Não, melhor a corrente do quebra-cabeça e a pulseira com o pingente de navio. Ele interveio.
— São desenhos lindos, pouquíssimas pessoas os usam. A mulher fez o que Dilan pediu. — Presumo que seja para o seu filho.
— Sim, ele gosta muito deles.
Ela sorriu, olhando atentamente para as joias, elas eram lindas e como Dilan iria pagar por elas, então deixou que ele fizesse isso.
— Você escolheu os anéis?
— Anéis? Ela se virou para olhar para ele.
— Sim, as alianças que usaremos.