XXIII

2256 Words

Eu ajudava as mulheres a encher jarros de água. Elas coletavam água limpa do início de uma nascente e faziam carregamento em filas para abastecer suas casas. Muitas carregavam em potes com a ajuda de um bambu ou na cabeça, o que era até legal de se ver. No meu mundo reclamamos de uma torneira entupida, aqui, elas cantavam enquanto o sol batia na pele.  — Lhe desejamos boas crias, minha senhora! — agradeceu uma moça pegando um jarro de minha mão. Meu corpo estava suado, os saiotes dos panos amarrados nas coxas e as pernas dentro da água. Quando a remessa acabou, soltei os cabelos, molhei a testa e sai subindo nas pedras até firmar os pés na margem. Desamarrei as saias e bati a mão nos panos, saindo para a minha próxima tarefa.  Tesla era uma boa amiga. Pensei muito na partida de Andrômed

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD