capítulo 59

1004 Words

📓 Isabela — Manhã de Sol e Sonho O sol atravessava a cortina fina do quarto, desenhando faixas de luz pelo lençol amassado. O despertador velho marcava nove e meia, mas o ponteiro parecia preguiçoso demais pra cumprir o papel. A primeira coisa que fiz foi sorrir. Sim, sorrir — coisa rara nos últimos tempos. A segunda foi lembrar da promessa da noite anterior. Levantei de um salto, ainda de pijama, o cabelo preso num coque torto, e fui direto pro quarto da Sera. Ela dormia encolhida, o rosto meio escondido pela manta, o peito subindo e descendo devagar. — Seraaa… — chamei, cantando, puxando o cobertor só um pouquinho. — Acorda, madame. Ela gemeu, tentando enterrar o rosto no travesseiro. — Que horas são? — a voz saiu arrastada, sonolenta. — Hora da gente fingir que é rica, lembra

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