📓 NARRADO POR ADRIAN O quarto ficou numa escuridão quente, daquele tipo que parece vapor depois de explosão. Meu corpo ainda pulsava, cada músculo tremendo num ritmo próprio, como se a p***a da alma estivesse voltando pro lugar devagar. A respiração dela era a única coisa que eu ouvia curta, descompassada, quente na minha clavÃcula. Eu tava ajoelhado atrás dela um segundo antes. E no seguinte… Eu desabei. Não porque eu quis. Porque ela me desmontou de um jeito que ninguém nunca conseguiu. Soltei a cintura dela devagar, como se minhas mãos tivessem que aprender a funcionar de novo. O corpo dela caiu mole na cama, as pernas tremendo, a respiração quebrada como vidro recém-partido. — Vem cá… — murmurei, puxando ela pro meu peito antes que o mundo entrasse de volta na cabeça dela. I

