📓 NARRADO POR ADRIAN A voz dela ainda tava queimando no meu ouvido quando eu senti o ar sumir do quarto inteiro. Vênus ajoelhada entre minhas pernas. Os dedos dela segurando o elástico da minha cueca. A música pulsando grave, lenta, suja, como se marcasse o ritmo do pecado. Ela puxou o tecido só um pouquinho. Só pra me ver tremer. Eu tremi. Eu, Adrian Monteiro o homem que nunca perde o eixo tremi por causa de um toque dela. E ela viu. Ela sempre vê. — Tira. — ela ordenou, a voz baixa, quente, dona. — Eu quero olhar pra você sem nada escondendo. Porra. Eu levantei o quadril sem pensar. Minhas mãos foram direto pro cós da cueca e, quando eu comecei a descer o tecido, o olhar dela por trás da máscara dourada quase me fez gozar só de existir. Eu puxei a cueca pelas pernas, jo

