đź““ Adrian Monteiro O silĂŞncio que ela deixou era ácido. Um silĂŞncio que mastiga o juĂzo, ecoa nos ossos, fede a orgulho esmagado. Fiquei largado no sofá, calça ainda aberta, respiração rasgando o peito. Ela saiu, me deixou ali com a mĂŁo cheirando a t***o e a cara lavada de fracasso. A p***a da boate inteira podia tá pegando fogo, que nada ia me tirar daquele transe. Olhei pra porta fechada. Foda-se. Quer bancar a santa? Que banque. Cuspi pro chĂŁo, a raiva fervendo, machucando por dentro. — NĂŁo vive nĂŁo… — falei pro nada, o riso amargo escapando da garganta. — NĂŁo Ă© virgem. Já deve ter dado pra meio salĂŁo, mas comigo quer fazer doce… O gosto dela ainda queimava na boca, a lembrança do corpo dela pulsando no colo, o cheiro de pele, de desafio, de “nĂŁo te quero”. Dei um soco no br

