đź““ Isabela Duarte — Porque minha irmĂŁ nĂŁo aguenta mais despedidas. — repeti, sentindo o peso da prĂłpria voz. O silĂŞncio entre a gente durou alguns segundos longos, quase cruĂ©is. Ele me olhou daquele jeito que nĂŁo foge, nĂŁo disfarça, e perguntou, com a voz rouca, baixa: — VocĂŞ acredita em primeiro amor, Isa? A pergunta me pegou de surpresa. Arqueei uma sobrancelha, meio confusa, meio irritada. — O quĂŞ? — Primeiro amor. — repetiu. — Aquele que nĂŁo depende de tempo, nem de toque… sĂł acontece. Soltei um riso nervoso, quase cĂnico. — VocĂŞ tá querendo me convencer de quĂŞ, Monteiro? Que minha irmĂŁ Ă© o seu “primeiro amor”? Ele nĂŁo desviou. — NĂŁo. TĂ´ dizendo que Ă s vezes ele chega na hora errada. — respondeu, firme. — E que mesmo assim, a gente reconhece. Eu fiquei sem resposta. Aque

