đź““ NARRADO POR ADRIAN Isa tava ali, toda vermelha, bufando, a mĂŁo na minha ainda colada como se fosse coisa involuntária. E do nada ela cuspiu, direto, bruto, nervosa de verdade: — Eu odeio vocĂŞ, Adrian. Eu arqueei a sobrancelha, calmĂssimo. — Fala mais. — respondi, baixinho. — Vai que tu se convence. Ela semicerrou os olhos, inflando o peito, pronta pra bater em alguĂ©m. — Eu odeio! — ela insistiu, batendo a mĂŁo no meu peito. — Eu ODEIO vocĂŞ! Eu dei um passo pra frente. Ela deu um pra trás. Beijei ela. Seco. Rápido. Forte. O suficiente pra cortar qualquer mentira. Ela piscou, perdida, respirando errado. — Eu… eu odeio… — tentou de novo, tropeçando na prĂłpria voz. Outro beijo. Agora mais lento. Mais quente. Mais “tu sabe que tá mentindo”. Os joelhos dela quase cederam. — C

