Descobrindo o Traidor

1100 Words
O baile é o meio mais tranquilo de se fazer dinheiro aqui, vem gente de todo lugar, portanto é quando os homens precisam estar mais em alerta e depois de uma invasão de rivais principalmente como foi essa, que chegou a ter a morte do dono e quase que tomam posse de tudo, perdemos muito, munição, homens e tudo precisa ser reposto para ontem. Por isso mandei o TH fazer o balanço nas bocas, depois de feito e organizado, bora colocar para jogo, meu pai sempre dizia que quem quer ganhar dinheiro nesse mundo, jamais deve fazer uso da mercadoria, mas estar aqui é tenso então após o dia terminar, fumo meu baseado e durmo mais tranquilo, entre aspas, porque nunca dormimos tranquilamente, qualquer barulho acordo. Fico de cara é como essas novinhas se oferecem tanto assim para bandido, com promessa de droga, bebida e já estão se entregando real para eles, não me meto nisso, mas regras existem, se for fiel de um deles e for pega com outro, perde o cabelo e se ficar grávida de outro e for descoberta é puxada pelo macho dela pelada e sendo humilhada no meio de todos, mas é aquela coisa, cada uma sabe como funciona se faz a merda sabe o risco. Aqui os “gerentes” de boca quando se reúnem na área VIP em dia de baile a maioria dá perdido nas fiéis e trazem as amantes, o bicho pega é quando uma fiel resolve aparecer aqui, aí é puxão de cabelo, mega caindo no chão, roupa rasgada, meu pai se divertia com essas brigas, mas quando começava a sair do controle mandava um tiro para o alto e paz reinava novamente. Lá na pista tem barraca de bebidas espalhadas, fora os vendedores, que geralmente são menores com suas caixas de isopor com as bebidas, passando pela multidão, claro que na barraca é mais barato, mas nem sempre é fácil chegar lá. O sonho das marias fuzil é virar fiel, achando que tem passagem livre para a área VIP, até tem, no começo, mas eles caem em tentação rápido e logo tem duas ou três mulheres espalhadas pelo morro, aí fazem revezamento. Eu não fico com nenhuma dessas, acho elas muito dadas, não se dão valor e se eu pego uma me traindo, não deixo careca, eu mato e na frente de todo mundo. Dia de comemoração importante, contratamos até MC, DJ de fora, aí que essa p***a lota mesmo, no dia seguinte na hora da contabilidade é dinheiro em cima de dinheiro. Em dias normais o fluxo de caixa é menor, mais proveitoso, DJ do morro mesmo, montamos paredão, é top. Quando já está quase amanhecendo aviso o cabeça que tô vazando, ele fica, tá com uma mina que ele pega às vezes. Vou andando para casa, observando os estragos que aqueles filhos da p**a fizeram, altas casas de civis da comunidade com tiro nas portas, nas janelas, vou dar um jeito nisso. Mas primeiro, é mostrar nos outros morros quem tá no comando e decidir quem assume cada um. Preciso de um sono de 30 minutos e tô novo. Claro que tem duas montanhas atrás de mim, agora é me acostumar com essas pragas. Chego em casa, bebo uma água e vou pro meu quarto, as montanhas ficam do lado de fora. Tomo um banho, me deito, fumo meu baseado e rápido eu apago. Como eu disse durmo pouco, acordo duas horas depois, já são 07:00 horas, me visto faço minhas higienes e desço, vou no quarto do cabeça e esmurro a porta, adoro acordar ele apavorado. Hahaha. — Que... Que foi. – Ele abre a porta só de cueca e todo descabelado. — c*****o mano, tu é feio demais cara, vai malhar, cortar esse cabelo. — p***a Chuck. — Anda, tampa esses ossos aê e bora trabalhar p***a. Cabeça entra no quarto dele e eu me sento no sofá, fico mexendo no celular novo, ainda estou aprendendo, algumas coisas nele. Cabeça é rápido também, logo sai do quarto parecendo gente. Me levanto e saímos de casa, pegamos as motos, mas paramos em uma padaria, tomamos um café rápido, nem me sento, a dona da padaria vem falar comigo. — Meu filho como vai ser agora, estamos todos preocupados. — Dona Joana, por enquanto mantêm tudo do jeito do meu pai, primeiro preciso colocar a casa em ordem, depois eu marco uma reunião com todos os comerciantes e vamos ver como está e quais mudanças teremos. — Tudo bem meu filho. Pego o dinheiro para pagar ela. — Fica por conta da casa. Olho para ela. — Faz o seguinte Dona Joana, abre uma notinha aí, nada de por conta da casa não. — Tudo bem meu filho. Saímos de lá, em direção ao primeiro morro, claro que fomos eu, Cabeça e mais alguns homens, não sei se já sabem que dominei o morro e nem como vão reagir, então, melhor prevenir. Não demora chegamos lá, primeiro morro, tudo quieto demais, isso eu já estranho, pego a metralhadora e engatilho ela e trago para frente do peito. Olho pro cabeça que entende o recado e faz o mesmo, todos os homens repetem a ação. Continuamos, chegamos no QG e tem homens armados. Meus homens descem de suas motos com as metralhadoras apontadas para a cabeça deles. — E aí chefe. – Diz um deles e abaixa a cabeça. Desço da moto, olho em cima de todas as casas para ver se tem alguém armado, sigo até o Pé, o cara que me chamou de chefe, levanto a cabeça dele. — Abre o olho. Ele me obedece. E olha para mim, ele está suando, isso significa que está nervoso. Pego minha metralhadora e jogo para trás, pego minha faca e levo no pescoço dele. — Quem falou que eu vinha. — Soubemos que matou o chefe, então você é o novo chefe. — Chefe não p***a, sou o dono dessa p***a toda, mas, eu me chamo CHUCK, nada de chefe. — Sim senhor. — Anda, reúne todo mundo aqui. Olho para um de meus homens e ele entende que é para entrar no QG e que deve estar preparado. — Escutou, chama todo mundo. – Diz o pé para um garoto, deve ter seus 13 anos. Entramos e lá estava um dos homens de meu pai. Ele está de costas, olho para o cabeça ele afirma com a cabeça e mira a metralhadora nele. Eu pego a minha metralhadora. — E aí Olho vidro. — Chuck. - Ele diz nem tão surpreso, mas ainda um pouco assustado. POW
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