Chego em casa tomo um banho e me sento na sala, com aquele tanto de papel, tanto de número, como irei descobrir quem falou com meu pai, quem mais sabe de tudo? Preciso ficar esperto com isso, mas como já matei o olho de vidro irei precisar sondar cada um dono desses números. Mais serviço para o Rato. Mas amanhã vejo isso. Gosto de andar pelas ruas para ver como a comunidade está, nessas horas um ou outro sempre me para e fala alguma coisa que está incomodando, acho que assim me aproximo mais da comunidade, mas sempre que saio é armado e com dois armários atrás de mim. Troco só a peita e passo um perfume. Vou descendo o morro, vou ir para a padaria da dona Joana, gosto de comer lá. Enquanto desço escuto uns gritos de mulher em um beco que tem no caminho, empunho a arma e ajeito o fuzil

