ciumenta

2167 Words
Depois de deixar Soreem no colégio, eu decidi esperar um tempinho e depois fui para casa, tendo plena certeza de que Kareem e sua "amiga" não estariam mais lá, e acertei na mosca. Quando cheguei na casa, ela estava vazia, as coisas já estavam organizadas e a louça lavada, então segui para o andar de cima, tomei um banho, me troquei e fui para o escritório no segundo andar que Kareem disponibilizou para mim, e me preparando para a reunião com o pessoal da filial em Paris ••• – Sofia sinceramente, porquê você viajou logo agora?_ Archie o Gestor principal da empresa em Paris falou depois de termos terminado de discutir o tópico principal da reunião e só ter restado eu e alguns membros da empresa_ eu preciso da sua ajuda, você é minha braço direito_ reclamou – verdade, como você fica tanto tempo sem dar as caras hein_ Yeny reclama_ só está se safando porque sua irmã vai se casar_ pontuou – não exagerem, mesmo quando estou aí, eu passo maior parte do meu tempo em casa e não na empresa_ argumentei – mas mesmo assim, você fica em comunicação com agente sempre_ Yeny deu de ombros – tá, vou tentar não sumir para vocês_ sorri de canto e eles assentiram – agora sim, falou certo_ Archie falou se levantando_ agora temos que voltar ao trabalho senhorita Meysul_ organizaram as coisas na mesa – bom trabalho para vocês meus queridos_ acenei para eles e eles fizeram o mesmo para mim enquanto saiam, depois olhei para Louis que continuou sentado encarando o ecrã_ não vai falar nada?_ arquiei a sobrancelha – não tenho nada para falar_ deu de ombros – tá bom, então até mais logo_ falei direcionando meu dedo para o computador a fim de desligar o mesmo – nossa sua chata, espera aí_ falou antes que eu desligasse e ri disso – você disse que não queria falar nada_ me defendi – é claro que eu quero falar, porquê mais eu teria ficado aqui?_ perguntou indignado_ eu só estava sendo dramático_ revirou os olhos me fazendo voltar a rir – está bem senhor drama, fala aí, notei você quieto demais pra ser sincera_ me acomodei melhor na cadeira, colocando minha perna direita dobrada sob a mesma e então foquei no moreno. – você está diferente Fifi_ falou se endireitando – diferente?_ minha voz saiu em tom de confusão – é, sua pele está mais brilhante, vivaz, não parece uma coreana vampira com as feições totalmente desgastadas pela idade avançada inexistente, pelo contrário, parece uma coreana sexy e intrigante_ falou me observando minuciosamente, o que me fez semi cerrar os olhos indignada – obrigada pela parte em que você me chama de vampira coreana com feições desgastadas pela idade_ reclamei – inexistente, não se esqueça desse detalhe_ se defendeu, fazendo meus olhos automaticamente revirarem_ e isso é bom Fifi, mostra que você tem seguido os meus fantásticos conselhos sobre sair mais e deixar de viver com essa sua alma de velhinha_ zombou de mim rindo e eu tive que me segurar para fingir com minha cara de brava. Eu conheci Louis quando fui pela primeira vez para Paris, ele era só um estagiário na empresa e eu, a filha do chefe que todo mundo queria bajular e colocar sob um pedestal, mesmo que eu estivesse lá apenas para ser uma estagiária no local. Durante os primeiros dias, todos os estagiários me odiavam, e sinceramente eu também me odiava e odiava ser a filha do chefe, lembro que certo dia, Louis se sentou do meu lado e estendeu uma caixa com vários documentos, depois falou: "vi você triste por ser a filha do chefe, eu sinceramente aproveitaria, mas como você quer trabalho, pode me ajudar a organizar esses arquivos por ordem alfabética?", então eu o encarei e assenti sem nem dar uma resposta em palavras. Nesse mesmo dia, eu e ele almoçamos juntos, e apartir daquele dia em diante, nós os dois nos tornamos amigos, passamos a partilhar refeições e quando eu comecei a trabalhar mais tempo de casa, ele vinha me ver e nesses momentos, aproveitava para me dizer que eu devia sair mais, que eu estava ficando muito pálida por falta de pegar sol, e que sinceramente, eu devia definitivamente deixar minha rotina de monotonia e ser mais espontânea, mas obviamente que eu não o fazia, eu gostava de ficar em casa e nem tinha lado nenhum para ir, então, eu estava de boa. – tá namorando nem, por isso está mudando_ ele levantou as duas sobrancelhas, esperando minha resposta, enquanto tinha um sorriso de curiosidade no rosto. – você não tem trabalho?_ arquiei a sobrancelha. – isso é um sim?_ sorriu animado. – isso é um, deixa de ser fofoqueiro Louis_ ri da animação do mesmo. – ah, qual é, você nem precisa dizer quem é, só confirmar_ reclamou_ mas bem que eu já sei a resposta, só quero ouvir de sua boca_ fez um biquinho_ por favor_ aquele olhar pidão que ele sempre fazia para me convencer a sair com ele, se fez presente em seu rosto. – porquê você acha que eu estou namorando? Eu só estou noutra cidade, tentando outras coisas e tal, nada de interessante, pra que tanto drama?_ falei girando com a cadeira de um lado para o outro. – talvez porque você me parece mais vivaz e mais fofinha, sabe Sofi, você está com uma aura de apaixonada_ apoiou a mão na mesa e a cabeça sobre a mão, me fazendo desatar em uma gargalhada recheada de zombaria. – sério, desde quando você consegue ver a aura de gente apaixonada?_ arquiei novamente a sobrancelha. – desde que eu te conheço muito bem_ respondeu convencido_ nunca ninguém disse para você que você não sabe mentir?_ foi a vez dele arquiar a sobrancelha_ eu tenho que ir, mas pode ter certeza que essa conversa não acabou_ piscou para mim. – adeus_ falei desligando o computador. Eu pensei em colocar a mão na massa e me ocupar com trabalho, mas então perdi a vontade e saí do escritório, indo para o andar de baixo fazer um copo de café para pelo menos poder me concentrar melhor no trabalho, e assim que o café estava quase pronto, ouvi a porta principal ser aberta e segui até a sala para ver quem chegou. Eu sei que a única pessoa que pode ser é Kareem, mas essa hora é estranho que ele esteja em casa, mas não custa nada confirmar. É ele, me viro e refaço o caminho para sala após um revirar de olhos e novamente estou de frente para a cafeteira, sentada na cadeira giratória de frente ao balcão. – nós podemos conversar?_ a voz dele soou atrás de mim. – não deveria estar trabalhando?_ questionei sem me virar, mas com um tom de voz de indiferença. – não vou conseguir me concentrar no trabalho sem falar com você_ senti sua presença do meu lado, mas continuei sem focar minha atenção nele_ o que foi aquilo mais cedo? A cafeteira parecia fazer seu trabalho mais lentamente do que o normal, só pra me torturar_ do que você está falando?_ me fiz de desentendida, mesmo tendo plena noção sobre o que ele falava. – você sabe sobre o que eu estou falando_ fez uma pausa, mas como me mantive em silêncio, ele continuou_ porquê você saiu daquele jeito logo cedo e que história foi aquela de passe livre? – sério que você não sabe? Vai mesmo fingir que não sabe_ falei olhando para minhas próprias mãos. – é, eu realmente não sei do que você está falando, então se você puder por favor me dizer, eu ficarei muito grato. – não precisa mais fingir, eu sei que sou só seu passe livre para conseguir adotar a Sore, mas, agora que eu penso nisso, porquê eu me incomodei com isso? Eu já deveria saber, mas mesmo assim me deixei afetar_ minha visão foi ficando meio turva por conta das lágrimas que foram se acumulando_ eu sei que eu magoei você e que não mereço seu perdão, mas, eu nunca faria algo para magoar você de propósito, eu realmente gosto de você, eu amo você e eu só..._ um nó se formou em minha garganta, me impedindo de continuar a falar. – eu nunca diria isso sobre você_ ele tomou as rédeas, considerando minha dificuldade para prosseguir_ você não é só a mulher com quem eu me casei por perder uma aposta, você é muito mais que isso_ suspirou. – não mente para mim, pelo menos seja sincero, como você foi com sua amiguinha_ me levantei para sair da cozinha, mas ele segurou minha mão, me impedindo de sair. – você está com ciúme?_ arquiou a sobrancelha. – SIM KAREEM, eu. Estou. Com. Ciúme_ falei pausadamente_ eu estou com muito ciúme, estou me corroendo por dentro de tanto ciúme, e isso dói, dói saber o que sinto por você e não poder dizer para aquela sua amiguinha que você é meu, porquê pra você eu não sou nada_ falei voltando a me sentar. – sabe, você é a garota que mesmo com meu jeito doido e confuso, se esforçou para me conquistar e conseguiu levar cada pedacinho de mim, você é aquela que mesmo sob um pedido de seu pai, o desobedeceu sdesobedeceu comigo_ parou por alguns minutos_ Sofia_ ele virou o banco onde eu estava sentada e me fez olhar para seu rosto_ eu nunca deixei de te amar, eu amei você por grande parte da minha adolescência e hoje eu continuo me apaixonando cada vez mais por você_ falou segurando meu rosto com suas duas mãos_ você é a pessoa mais amável que eu conheço, e todos os que te conhecem concordam comigo, inclusive a Soreem_ sorriu de canto_ você pode dizer para quem quiser no universo, que eu sou seu, porque essa é a verdade, eu não sou só seu marido, eu sou seu por cada parte de meu corpo, eu sou apaixonado pela forma como você cuida da nossa filha, como você demonstra o que sente sem restrição ou medo, você conquista meu coração a cada segundo e isso é irrefutável Sofia_ aproximou seu rosto do meu_ eu quero recomeçar com você, eu quero continuar de onde agente parou, sem pensar nas coisas ruins que aconteceram com agente e se você me permitir, eu quero que você seja não só minha esposa, mas minha namorada também_ fez um carinho em minha bochecha. – você está falando sério?_ minha mente, implorou para que aquilo não fosse uma piada, ou minha mente me pregando uma peça. – eu nunca falei tão sério, vamos fazer tudo do jeito certo dessa vez, que tal?_ seu rosto estava demostrando o nervosismo dele, enquanto esperava minha resposta que ele certamente já deveria saber qual era. – é claro que eu quero_ sorri e então finalmente nossos lábios se tocaram. A maciez de seus lábios em contato com os meus, sua mão delicadamente pousada em meu rosto, enquanto a outra me puxava para mais perto quanto possível. Eu só percebi o quanto sentia saudades disso, agora que nossos lábios se separaram para podermos tomar fôlego, mas logo estávamos voltando ao contato labial, me permitindo apreciar, cada minuto daqueles lábios rosados encostados aos meus e nossas línguas em uma dança perfeitamente harmónica. – agora eu posso dizer que você é meu, não?_ sorri de canto com nossas testas próximas e os lábios inchados pelo contato recente. – claro que pode, minha ciumenta_ depositou um beijo em minha testa e se levantou. Observei seu corpo escultural em minha frente, a gravata estava afrouxada e os primeiros dois botões de sua camisa social branca estavam abertos, me dando visão parcial de seu peitoral, a calça de seu terno estava ali deixando evidente o tamanho nada humilde de seu material e seus braços abrindo a camisa social que parecia mas é que se rasgaria totalmente em seu corpo o deixando completamente pelado (e eu não reclamaria disso) me faziam imaginar ele me tocando e me levando para o Céu sem sair do lugar. – hoje minha atenção e companhia são só suas_ o último botão de sua camisa foi aberto_ eu só vou me trocar_ sorriu de canto. O sorriso que preencheu meu rosto foi surreal, eu me levantei e o olhar dele passeou pelo meu corpo, me fazendo analisar a camisa social azul clara enorme que eu usava e que batia até o meio de minhas coxas, minhas pernas estavam totalmente expostas e meu cabelo em um r**o de cavalo alto, será que eu estava tão m*l? – você está muito linda, pode acreditar_ se aproximou e me deu um selinho, como se tivesse lido meus pensamentos. – obrigada_ sorri meio tímida. – eu volto logo, só vou me trocar e depois podemos fazer o que você quiser_ piscou pra mim. – está bem, eu vou preparar alguma coisa pra gente comer_ sorri e então ele desapareceu escada acima.
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